Um clube com uma história mais do centenária, celeiro de grandes craques que já brilharam vestindo até a camisa da Seleção Brasileira. Que já se impôs pelo Brasil afora, com campanhas memoráveis nas competições regionais e nacionais. Mas que hoje ainda luta para se reerguer e voltar aos seus melhores dias. Assim é o Americano, que mais uma vez permanecerá no limbo da Série A2 do Campeonato Estadual, após o empate em 1×1 com o Audax, no último sábado, em Resende. Mas, em entrevista ao Campos 24 Horas, o vice-presidente executivo do clube, Fábio Rangel (na foto), garante que o Alvinegro está no caminho certo para voltar em breve a ocupar o seu espaço no cenário estadual e nacional. (leia mais abaixo)
— O que tinha que ser feito foi feito para que retornássemos a divisão principal do estado. E fizemos com muita responsabilidade, com um planejamento financeiro e um teto salarial dentro de nossas limitações, o que possibilitou o pagarmos religiosamente em dia. Saímos do campeonato invicto como visitante, não perdemos para as melhores equipes, casos do Audax, do Artsul e do Gonçalense. Também não perdemos para o Sampaio Correa e a Cabofriense, clubes que tem uma folha de pagamento três vezes maior do que a nossa. Fizemos um bom campeonato, mas perdemos três jogos em Cardoso Moreira, teoricamente nossa casa, o que foi determinante para que não alcançássemos nosso objetivo — disse ainda o dirigente. (leia mais abaixo)
O dirigente, no entanto, ponderou ainda que a Copa Rio tem uma importância especial para o Americano porque possibilitará ao clube a chance de recuperar o prestígio nacional com a disputa de competições relevantes e de boa expectativa no plano financeiro, como a Copa do Brasil. (leia mais abaixo)
— Este ano nós tínhamos em nosso planejamento duas metas. Uma é voltar à divisão principal do futebol do Rio de Janeiro, que não foi possível. Neste segundo semestre vamos a outra meta que é chegar à final da Copa Rio como fizemos em 2017, quando fomos vice, e em 2018, quando fomos campeões. É uma competição importante para nós porque através dela o Americano tem a chance de poder retornar às disputas no cenário nacional, jogando a Copa do Brasil ou o Campeonato Brasileiro da Série D — afirmou Rangel. (leia mais abaixo).
Economista, Fábio Rangel destaca a fama de bom pagador do Americano num cenário em que clubes importantes têm atrasado salários no cenário do futebol brasileiro. “É importante para nós a forma como esses jogadores saem do Americano e o que eles falam do clube, sobre o fato de pagar em dia e honrar seus compromissos com os jogadores. Isso nos favorece futuramente na hora de montarmos equipes nos anos seguintes ao buscarmos a contratações de outros reforços”, analisa. (leia mais abaixo)
— Vamos promover uma reestruturação do elenco na Copa Rio porque tivemos as transferências dos atacantes Rainer e do Fernadinho, que se valorizaram no Americano e se transferiram para outros centros em busca de novos horizontes. A partir daí vamos buscar dentro de nossas necessidades e com responsabilidade, dentro de nossas limitações, buscar novos reforços — informou.
Com gastos de R$ 100 mil mensais no futebol, o Americano buscou no diretor Luciano Portela um executivo com experiência e conhecimento do mercado, com experiência acumulada em vários clubes, ultimamente no Bonsucesso e no Bangu. “Graças ao conhecimento de mercado que ele tem formamos um bom time para este tipo de competição. Trouxemos jogadores como o Lucas Rex (zagueiro, ex-Grêmio); o Aluísio (atacante) que tinha sido campeão e artilheiro do Campeonato Capixaba pelo Real Noroeste; o Léo rocha, um meia experiente que jogou no América; e o Anderson Penna (zagueiro), que veio do Uberlândia, entre outros. Mas, o futebol é isso, a gente aprende lições em cada jogo. Agora esperamos sermos bem sucedidos na Copa Rio, como fomos em 2017 e 2018, e não repetir os erros que cometemos na Série A2”. (leia mais abaixo)
Hoje o Americano vive das receitas de alguns parceiros como a Limport Serviços, a Menezes Representações e outros. “A empresa Limport hoje seria a nossa Crefisa, vamos assim dizer”, compara. Outra receita importante é a da Timemania, que tem proporcionado ao clube em torno de R$ 10 mil mensais, além de 45 sócios adimplentes. “Para um clube que já contou com 18 mil sócios, precisamos trabalhar muito nessa questão de trazer o associado para perto”, admite. (leia mais abaixo)
Com o novo estádio Godofredo Cruz sendo concluído até o final do ano, como prevê o aditivo formalizado entre o clube e a Construtora Imbeg na última reunião, Fábio Rangel não arrisca previsões, mas a proximidade da torcida e do associado já serão dois fatores importantes. “A nossa arena será um ganho extraordinário, mas para o ano que vem é difícil fazer previsões num período como esse de pandemia com Campos saindo da Fase Verde para a Fase Amarela. Não se pode prever o que teremos em 2022”, pondera. (leia mais abaixo)
Por fim, o dirigente admite que a Copa Rio será bastante disputada este ano. “É uma competição que conta com equipes como o Volta Redonda que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, e o Boavista, que está na Série D. Mas vamos tentar alguns reforços para os setores mais carentes. Mas como é uma competição no sistema de mata-mata, precisamos adotar alguns critérios na hora de pensar em contratações”, concluiu. Na competição, o Americano começou disparando uma goleada sobre o Carapebus, por 5 a 0, em Cardoso Moreira. O jogo de ida entre as duas equipes será na tarde desta quarta-feira (11), também em Cardoso Moreira.