Um novo estudo apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia e Doenças Infecciosas mostrou que o antibiótico azitromicina, já aprovado para uso em infecções múltiplas, não previne casos leves de Covid-19 que evoluem para hospitalização ou óbito. O estudo foi publicado nesta sexta-feira, 9, no The Lancet Respitarory Medicine. (leia mais abaixo)
O trabalho, realizado pelo médico Timothy Hinks juntamente com o Hospital John Radcliffe e a Universidade de Oxford, mostra que o medicamento não deve ser usado para tratamentos contra a Covid-19, aconselhando aos países que interrompam a prática de forma a evitar possíveis resistências a outras infecções. (leia mais abaixo)
A pandemia do coronavírus não só iniciou uma busca por novos tratamentos eficazes como também uma série de investigações para atestar a eficácia de medicamentos conhecidos. A azitromicina é utilizada para tratar casos graves de infecção respiratória, incluindo pneumonia.
As propriedades da droga fizeram com que médicos e pesquisadores tentassem utilizá-la para tratamento contra o coronavírus. No novo estudo, os autores resolveram analisar se a azitromicina realmente é eficaz na redução dos quadros graves da doença. (leia mais abaixo)
A pesquisa contou com pacientes acima de 18 anos que precisaram ser hospitalizados por causa da Covid-19 com menos de 14 dias de sintomas. Os voluntários foram tratados com o medicamento aplicado em doses diárias. Após o período de análise, que durou de junho de 2020 a janeiro de 2021, foi concluído que não houve nenhum avanço naqueles que receberam as doses da droga. (leia mais abaixo)
“Ficou claro neste ensaio que adicionar azitromicina ao tratamento padrão não reduziu o risco de hospitalização ou morte subsequente. É essencial que médicos em todo o mundo parem de usar este medicamento para tratamento contra a Covid-19”, disseram os autores.
Fonte: VEJA