Campos entre os 43 maiores orçamentos do país e o sexto do RJ

Mesmo diante das incertezas e impactos da pandemia da Covid-19, o Orçamento de Campos para 2022 deverá ter um crescimento nominal em torno de 11% em comparação com o do ano passado e ainda figura entre os 43 maiores do país, acima até de algumas capitais. São recursos da ordem de R$ 1,9 bilhão (exatos R$ 1.929.341.673,16) acima de mais de R$ 1.7 bilhão da peça orçamentária de 2021. Um dos fatores que mais contribuiu para este cenário é o aumento da cotação do barril de petróleo, o que gerou este ano considerável elevação das receitas em royalties e participações especiais. Na última quinta-feira, o valor subiu 0,19% em relação ao dia anterior. A commodity foi cotada a US$ 75,55 o barril no fechamento do mercado, com valorização de 6,97% em relação a junho. Um economista ouvido pelo Campos 24 Horas afirma que o problema do governo Wladimir é mais de natureza fiscal do que financeira. E explica a necessidade de aumentar as chamadas receitas perenes e a arrecadação própria. (veja ao final desta matéria especial do Campos 24 Horas as 42 cidades com maior orçamento)

No plano estadual, Campos está entre os seis maiores orçamentos do Rio de Janeiro, abaixo apenas da capital (com R$ 32 bilhões); Niterói (R$ 4 bilhões), Maricá (R$ 3,2 bilhões), Duque de Caxias (R$ 3 bilhões) e Macaé (R$ 2,2 bi). (leia mais abaixo)

Entre as capitais que apresentam orçamento com valor abaixo de Campos estão Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO). Vitória, capital do Espírito Santos, que nos bons tempos das volumosas receitas em royalties, esteve com receita orçamentária menor, hoje tem arrecadação maior, com cerca de R$ 2 bilhões. (leia mais abaixo)

NOVO RICO – Outro município que passou a contar com orçamento bilionário é Maricá. O novo-rico tem estimativa de R$ 3,2 bilhões para 2022. Os anos de 2012/13 marcaram os tempos do auge das receitas dos royalties em Campos com arrecadação em torno de R$ 1,3 bilhão das verbas do petróleo. Em 2013/14 as receitas correntes líquidas tiveram seu período de alta, com arrecadação de R$ 2,3 bilhões e R$ 2,4 bilhões, respectivamente. A crise econômica fez estes recursos despencarem nos anos de 2016/17 para R$ 1,5 bilhão.  (leia mais abaixo)

A Secretaria de Saúde continua sendo a que mais recebe recursos do Orçamento, em torno de R$ 800 milhões. A cultura está contemplada com apenas pouco mais de R$ 1 milhão.  (leia mais abaixo)

No último dia 10, o secretário de Controle, Transparência e Auditoria, Rodrigo Resende, apresentou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em audiência pública virtual na Câmara Municipal, com as estimativas em torno da peça orçamentária e as diretrizes em torno de gastos e políticas governamentais para o próximo ano. (leia mais abaixo)

Apenas dez vereadores compareceram à audiência: o presidente do Legislativo, Fábio Ribeiro (PSD), mais Abdu Neme (Avante), Dandinho de Rio Preto (PSD), Bruno Vianna (PSL), Thiago Rangel (Pros), Leon Gomes (PDT), Luciano Rio Lu(PDT), Anderson de Matos (Republicanos) e Rogério Matoso (DEM).   (leia mais abaixo)    

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2022 será colocado em pauta de discussão para votação na próxima semana pela Câmara antes de ser iniciado o recesso parlamentar do meio do ano. (leia mais abaixo)

O economista Ranulfo Vidigal comentou que o problema do prefeito Wladimir é mais de natureza fiscal do que financeira. “Daí a necessidade de recuperarmos as chamadas receitas perenes e a arrecadação própria que servirá pagar servidores, programas sociais e financiar políticas públicas estruturantes visando o desenvolvimento e a geração de emprego e renda”, disse. (leia mais abaixo)

ESTIMATIVA – O especialista celebra o aumento das receitas e estima que a estimativa de orçamento pode chegar aos R$ 2 bilhões, em razão de fatores como o crescimento da economia com o avanço da vacinação e a passagem para a Fase verde no município. Para ilustrar, apontou as potencialidades das receitas de transferências constitucionais de verbas estaduais e federais. “As transferências estaduais, que inclui o ICMS e o IPVA, entre outros, representam quase meio milhão de reais para Campos durante o ano. Do IPVA, pago por qualquer cidadão proprietário de veículo, 50% é repassado para as receitas do município”, observa.  (leia mais abaixo)

— Entre receitas estaduais e federais, somente nestes primeiros cinco meses, ingressaram nos cofres públicos municipais cerca de R$ 800 milhões — arrematou Ranulfo.  (leia mais abaixo)

Municípios com 43 maiores orçamentos do País (2022) 
São Paulo – R$ 75,5 bilhões 
Rio de Janeiro – 32 bilhões 
Belo Horizonte – 13 bilhões 
Fortaleza – 9,8 bilhões 
Curitiba – 9,6 bilhões 
Porto Alegre – 8,5 bilhões 
Salvador – 8,3 bilhões 
Manaus – 6,9 bilhões 
Goiânia – 6,5 bi 
Campinas – 6,5 bilhões 
Recife – 6 bilhões 
S.B. do Campo (SP) – 5,8 bilhões 
Campo Grande – 4,6 bilhões 
Guarulhos – 4,5 bilhões 
Niterói – 4 bilhões 
Cuiabá – 4 bilhões 
Teresina – 3,8 bilhões 
Ribeirão Preto – 3,6 bilhões 
Belém – 3,5 bilhões 
São Luís – 3,5 bilhões 
Uberlândia – 3,5 bilhões 
Santo André – 3,4 bilhões 
SJ Campos – 3,3 bilhões 
Maricá – 3,2 bilhões 
Joinville – 3,2 bilhões 
Santos – 3,2 bilhões 
Osasco – 3 bilhões 
Duque de Caxias – 3 bilhões 
João Pessoa – 3 bilhões 
Sorocaba – 3 bilhões 
Maceió – 2,7 bilhões 
Natal – 2,6 bilhões 
Juiz de Fora – 2,6 bi 
Aracaju – 2,5 bilhões 
Florianópolis – 2,5 bilhões 
Caxias do Sul – 2,4 bilhões 
Londrina – 2,3 bilhões 
Macaé – 2,2 bilhões 
São José do Rio Preto – 2,1 bilhões 
Contagem – 2 bilhões 
Betim – 2 bilhões 
Vitória – 2 bilhões 
Campos dos Goytacazes – 1,9 bilhão