A sessão desta terça-feira (22) da Câmara Municipal de Campos reservou mais uma vez debates acirrados entre a bancada governista e a de oposição. Os oposicionistas retomaram discussão sobre um projeto que o governo já retirou de pauta e trata de um contrato emergencial para serviço de gestão na Saúde do município com a empresa MX Gestão de Saúde, com dispensa de licitação, no valor de R$ 33,5 milhões. Em razão do conhecimento sobre a falta de expertise e suspeitas de envolvimento da empresa com denúncias na montagem de hospitais de campanha contra a Covid no governo do Estado, a Prefeitura decidiu revogar a proposta. Por outro lado, o vereador que preside a CPI da Saúde chegou a dizer que no governo passado “não se sabia se todo medicamento comprado era entregue”. O embate e discursos contrários e em defesa do governo foram dos vereadores Juninho Virgílio (Pros), Igor Pereira (SD), Helinho Nahim (PTC), Rogério Matoso (DEM) e Álvaro Oliveira (PSD). (veja abaixo os posicionamentos dos cinco vereadores)
IGOR PEREIRA – O Vereador do SD pediu ao prefeito Wladimir Garotinho (PSD) que faça uma reflexão antes de investir os recursos anunciados para gerir a Saúde. “Diante de uma grave crise financeira, o prefeito deve pensar e refletir se realmente é o momento de se fazer este tipo de despesa. Eu parabenizo o presidente da Fundação Municipal de Saúde que revogou este contrato com dispensa de licitação, e a também a sociedade que também contribuiu para que houvesse este recuo do governo”, ponderou o vereador. (Leia mais abaixo)
— Nós precisamos de informações sobre o próximo passo que o governo vai dar porque as informações que chegam têm me deixado abismado. Ao invés de fazer estes gastos, o governo deveria, sim, valorizar o servidor público. Temos servidores com capacidade de serem gestores da Saúde. Com estes recursos quantas coisas poderiam se fazer em nossa cidade? Quantas outras UBS poderiam ser reabertas?, indagou. (Leia mais abaixo)
JUNINHO VIRGÍLIO – A resposta da bancada governista veio a seguir. Presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura suspeitas de irregularidades na pasta durante o governo passado, o vereador Juninho Virgílio (Pros) defendeu a profissionalização da gestão da Saúde. “A gestão da Saúde tem que ser profissionalizada, sim, para evitar o desperdício que acontecia no governo passado. Não se sabia se todo medicamento comprado era entregue certinho lá na ponta para quem precisava. Não havia controle de estoque, não se sabia muitas vezes para onde ia isso ou aquilo. O prefeito está certo, sim. Se tiver necessidade de licitação, vai ter — analisou. (Leia mais abaixo)
Juninho ainda alvejou os vereadores da oposição que fizeram parte da administração no governo Rafael Diniz. “Eu vejo vereador que fazia parte do governo passado falando em pacote de maldades. Que pacote é esse? Em seis meses de governo reabrir UBS? É fazer voltar as vans para alimentar o comércio do Centro? É pagar salários e 13º do servidor em dia, o que vocês não fizeram? É chamar RPA para trabalhar e pagar o seu salário? Pacote de maldade é reabrir o Restaurante Popular? Para eles que são mais necessitados vocês viraram as costas, mas compraram a briga dos empresários para jogar a gente contra eles”. (Leia mais abaixo)
O vereador ainda traçou uma comparação de imagem ao defender a necessidade de olhar para o parabrisa, mas também para o retrovisor. “O parabrisa é grande e nos permite olhar pra frente, mas o retrovisor existe para a gente ter uma referência. E esta referência que é o governo que vocês fizeram nós não queremos ter”, acrescentou. (Leia mais abaixo)
ROGÉRIO MATOSO – O Vereador do DEM também questionou o investimento na contratação de empresa privada para administração da Saúde. “As pessoas perguntam nas ruas como um município em calamidade financeira faz esses gastos. Nós, vereadores, precisamos de informações sobre essas despesas que suscitam dúvidas”. (Leia mais abaixo)
ÁLVARO OLIVEIRA – Líder do governo, o vereador Álvaro Oliveira (PSD), também rechaçou a artilharia da oposição e trouxe boas notícias de economia para o plenário. “Está chegando a Campos o Magazine Luiza, uma das maiores redes do país. Antes da inauguração eles já estão anunciando uma segunda loja, acreditando nas potencialidades do mercado consumidor de Campos, graças à credibilidade e confiança de um governo que cumpre suas obrigações e paga em dia. São mais de R$ 80 milhões que circulam todos os meses no comércio, que em cinco meses somam cerca de R$ 500 milhões que foram injetados na economia. Enquanto isso eles estão aí discutindo uma dispensa de licitação que não houve e o que está ainda sendo pensado para uma licitação”. (Leia mais abaixo)
Oliveira comentou ainda estudos ou propostas da oposição e de entidades para tirar o município da crise financeira. “Dizem que a alguns órgãos têm dezenas de propostas a fazer. Estamos de portas abertas. Só que durante quatro anos as propostas foram muito ruins. Só esperamos que não seja uma para tirar os mais humildes do orçamento. Muito menos as propostas que perdoaram R$ 58 milhões que uma grande empresa devia à nossa Secretaria de Fazenda. Este tipo de solução, não queremos. Então, não venham com politicagem. A população sabe muito bem quem está a favor dela e contra. Quem defende grupos, interesses e o que foi destruído pelo governo passado”, finalizou. (Leia mais abaixo)
HELINHO NAHIM – O Vereador do PTC também sugeriu que a gestão de órgãos do governo fosse feita por servidores municipais. “Nós precisamos de informações sobre este contrato e para qual finalidade serve. O governo precisa buscar soluções caseiras no sentido de valorizar o servidor. Esses recursos que seriam gastos poderiam servir para outras coisas”, afirmou.