Magno Prisco / Coluna Arena Olímpica: A MARATONA

Coluna Arena Olímpica/Magno Prisco
O REI DA MARATONA – A Maratona é a mais longa, mais difícil e mais emocionante corrida que existe. Não dá para qualquer um participar desta prova. O atleta necessita ter a resistência de um leão e o fôlego de sete gatos para conseguir chegar até o fim. Seu percurso normalmente é realizado nas ruas e estradas, equivale a uma distância de 42 quilômetros. Origem – No ano de 490 a.C. soldados gregos e persas travaram uma batalha, que e desenrolou entre a cidade de Maratona e o mar Egeu. Para os gregos, a luta difícil. Comandados por Dario, os persas avançavam seu exército em direção a Maratona, que pretendiam conquistar. Foi então que Milcíades, o comandante grego, resolveu pedir reforço de tropas.  E incumbiu dessa missão um de seus valentes soldados – o Fidípides – que era um ótimo corredor, levou o apelo de Milcíades de cidade em cidade até chegar a Atenas. Ele voltou com 10 mil soldados os gregos venceram a batalha, matando cerca de 6.400 persas. Mas a missão de Fidípides ainda não havia terminado. Entusiasmado com a vitória, Milcíades ordenou que ele fosse correndo outra vez até Atenas para informar aos gregos que a guerra estava ganha. E lá se foi Fildípides, correndo sem parar. Quando chegou ao seu destino, só pode dizer uma palavra: – Vencemos! E caiu morto. Em 1896, durante os I Jogos Olímpicos da era moderna – Fidípides foi homenageado com a criação da prova. No começo, o trajeto da corrida tinha os mesmos 40 quilômetros que separavam a cidade de Maratona de Atenas. (leia mais abaixo)

O PRÍNCIPE DA MARATONA
A partir de 1908, nos Jogos Olímpicos de Londres, o percurso da maratona sofreu uma alteração, para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Castelo Windsor, o comitê organizador aferiu a distância total em 42.195 metros, que continua até hoje. No dia 24 de julho de 1908, uma derrota provou que as vitórias não são a única maneira de entrar para a história do esporte. Após liderar os últimos quilômetros da maratona dos Jogos Olímpicos de Londres daquele ano, o italiano Dorando Pietri chegou ao estádio White City, onde 100 mil pessoas aguardavam os corredores para assistir o final da prova. Muito próximo da glória, o atleta, extenuado, cai. Socorrido pelos juízes da prova se levanta. O cansaço o derruba mais quatro vezes. Praticamente conduzido pelos braços – e compaixão – dos fiscais da corrida, termina a prova para, em seguida, ser desclassificado por conta da ajuda externa. (leia mais abaixo)

NOSSO MARATONISTA
Vanderlei Cordeiro tornou-se celebridade mundial nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. ao ser empurrado por um manifestante Irlandês, quando liderava a maratona no km 37. Obviamente, se não fosse derrubado, teria plenas chances de vencer a prova. Na verdade, ele foi tratado em todo o mundo como o verdadeiro campeão. Durante o encerramento dos Jogos, foi anunciado que por seu feito, seu espírito esportivo em continuar na disputa mesmo sendo atacado e a humildade demonstrada após a prova, Vanderlei foi agraciado com a Medalha Pierre de Coubertin, concedida pelo COI para atletas que valorizam a competição olímpica mais do que a vitória e que é considerada uma honra elevadíssima atribuída pela entidade. Ela lhe foi entregue no Rio de Janeiro, em 7 de dezembro de 2004, e eleito como “Atleta Brasileiro do Ano”.