O setor produtivo de Campos realiza nesta terça-feira (06) uma manifestação, no Calçadão, no Centro de Campos, a partir de 10h, diante da decisão da prefeitura de Campos em estender o lockdown por mais uma semana no município. O ato foi discutido em reunião na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), na tarde desta segunda-feira (05) com a presença dos representantes da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), CDL, Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoa e Adjacências (Carjopa) e Sindicato do Comércio Varejista de Campos (Sindivarejo). (leia mais abaixo)
O presidente da Acic, Leonardo Castro de Abreu, afirmou que o comércio campista não suporta mais ficar com as portas fechadas. “Os empresários não estão tendo condições de arcar com as despesas trabalhistas e as cargas tributárias. Só neste ano , foram mais de 21 dias sem produzir. A situação está complicada tanto para os empresários como para os comerciários, principalmente, aqueles que recebem comissão”, explicou Leonardo Castro. (leia mais abaixo)
O presidente da Acic, voltou a destacar que entende a necessidade de conter o avanço do Coronavirus, que não existe mais vagas nos leitos de UTI e na clínica médica, mas ressaltou que a situação poderá piorar com o desemprego. “O fechamento das lojas poderá causar a falência do comércio e uma onda de demissão, que poderá chegar a mais de 10 mil trabalhadores diretos. Além do caos que vem causando no setor informar. Precisamos voltar às atividades produtivas para a economia girar e pela manutenção dos empregos” finalizou Leonardo. (leia mais abaixo)
Já o gerente executivo da CDL, Nilton Miranda, afirma que o comércio não é responsável pelas aglomerações. “Os comerciantes estão muito chateados com a situação porque a conclusão é a de que as aglomerações não são causadas pelo comércio, mas pelos bancos, lotéricas e pela lotação nos ônibus”, declarou. (leia mais abaixo)
Nilton Miranda disse ainda que as lojas estando abertas contribuem para a redução do contágio pelo novo coronavírus. (leia mais abaixo)
— O comércio aberto ajuda na redução do Covid porque o comerciário trabalha de segunda a sábado, ele não tem tempo para baladas. Mas com o comércio parado, ele fica em casa, recebe amigos, vai a casa deles ou a alguma festa. Ninguém pode controlar. São 30 mil ou até 40 mil pessoas que, ficando no trabalho eles cumprem todas as medidas protocolares como uso de álcool em gel e de máscara. E o comerciante também tem buscado limitar a entrada nas lojas para evitar aglomerações — argumentou Miranda. (leia mais abaixo)
O gerente da CDL sugere que a prefeitura abra linhas de créditos a juros subsidiados, através do Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos), a fim de socorrer os comerciantes que precisam de maior apoio. (leia mais abaixo)
— O pequeno comerciante que se encontra em situação mais difícil pleiteia esta medida. Porque muitos terão que arcar despesas que, estando aberto ou fechado, elas chegam, como as contas de luz, água, telefone ou aluguel. Há também os impostos como o IPTU que não deixam de chegar. Outros têm que demitir funcionários e não tem recursos pagar as verbas rescisórias — concluiu.