Parece que o Facebook está preparando uma versão do Instagram exclusiva para o público infantil. Um comunicado obtido pelo portal americano BuzzFeed News revela que a empresa está empenhada em montar uma plataforma para menores de 13 anos, idade mínima permitida na rede tradicional. (leia mais abaixo)
“Estou animado em anunciar que, daqui para frente, identificamos o trabalho jovem como uma prioridade para o Instagram e o adicionamos à nossa lista de prioridades H1 [primeiro semestre]”, teria escrito Vishal Shah, vice-presidente de produtos do Instagram, em uma mensagem aos funcionários. (leia mais abaixo)
Essa novidade surge como um esforço para proteger crianças e adolescentes, depois que a plataforma sofreu críticas internacionais por permitir que eles conversassem com desconhecidos.
No último dia 16, a empresa publicou algumas medidas para preservar usuários mais jovens de assédio e bullying dentro da rede. Uma delas foi proibir adultos de enviarem mensagens para menores que não os seguem.
Ao que tudo indica, os executivos Adam Mosseri e Pavni Diwanji terão a responsabilidade de executar esse projeto. Recém-contratada do Facebook e ex-funcionária do Google, Diwanji era responsável por supervisionar diversos produtos da big tech, como o Youtube Kids.
“Construiremos um novo pilar da juventude dentro do Grupo de Produto da Comunidade para nos concentrar em duas coisas: (a) acelerar nosso trabalho de integridade e privacidade para garantir a experiência mais segura possível aos adolescentes; (b) construir uma versão do Instagram que permita que menores de 13 anos usem o Instagram com segurança pela primeira vez”, conclui o comunicado da marca.
Ainda não há informações de quais recursos a rede social deve alterar, nem se ela estará disponível em todo o mundo. O CNN Brasil Business tentou contato com a divisão brasileira do Instagram, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Messenger Kids sofreu críticas
Essa não é a primeira vez que o Facebook trabalha em versões infantis de suas plataformas. Em 2017, a empresa criou o Messenger Kids, voltado para crianças de 6 a 12 anos. A plataforma ampliou o controle dos pais e trouxe mais opções para denúncias.
Após o lançamento, um grupo de entidades infantis se manifestou pedindo a desativação do serviço, citando uma pesquisa que dizia que “o uso excessivo de dispositivos digitais e mídia social é prejudicial para crianças e adolescentes”. O Facebook não descontinuou o serviço e disse que consultou diversos especialistas para a sua construção.
Em 2019, porém, o portal americano The Verge publicou uma reportagem mostrando um erro do serviço de mensagens, que permitiu que milhares de crianças participassem de grupos com desconhecidos. Em sua defesa, o Facebook afirmou que o bug foi temporário e que afetou um pequeno número de chats em grupo.
Fonte: CNN