O Siprosep (Sindicato dos servidores públicos municipais de Campos) recebeu várias denúncias nos últimos dias, através do e-mail [email protected], e todas estão sendo apuradas com o objetivo de amparar o funcionário público e cobrar da Prefeitura de Campos seriedade no tratamento de cada caso. Há denuncias de assédio moral, falta de condições de trabalho, entre outras. (leia mais abaixo)
No último dia 25, a presidente Elaine Leão, o vice-presidente Genevaldo Marins e a diretora Danielle Henrique estiveram com os funcionários de uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) para apurar um possível caso de abuso de poder, assédio moral e falta de estrutura de trabalho. Na ocasião, os servidores relataram diversas situações praticadas pela recém administradora da unidade de Saúde, o que resultou em um abaixo assinado entregue ao Sindicato com o relato de todas as denúncias. (leia mais abaixo)
Denúncias
No documento feito pelos funcionários para ser entregue ao Siprosep e assinado por todos os servidores da UBSF consta, com detalhes, práticas abusivas. Além dos relatos feitos no documento, a diretoria do sindicato constatou em visita ao local que há falta de água potável e falta de água para o consumo rotineiro como a limpeza ou a descarga nos banheiros há pelo menos três dias. (leia mais abaixo)
“É um absurdo uma unidade de saúde funcionar sem água. Estamos atravessando um momento de pandemia por conta do Coronavírus, em um momento onde lavar as mãos é um ato de cuidado e prevenção recomendado pela OMS, receber uma denúncia como essas de um lugar que deveria ser de total cuidado com a limpeza e saúde das pessoas é um absurdo. Falta água para beber, para manter os banheiros limpos”, disse Elaine Leão. (leia mais abaixo)
Um dos casos mais graves abordados pelos funcionários da unidade de Saúde no documento entregue ao Siprosep é o caso dos agentes de Endemias. Elaine Leão explica que essa unidade de saúde serve de apoio para os agentes (CCZ) que trabalham percorrendo várias localidades ao redor. Os agentes de Endemias, segundo o sindicato, são proibidos de entrar na unidade pela porta da frente e não têm acesso a banheiros destinado aos funcionários. (leia mais abaixo)
Outras denúncias também foram feitas como a restrição ao acesso dos Equipamentos de Proteção Individual, fundamental para o atendimento a população, com fechamento da farmácia nos momentos em que a administradora não se encontra na unidade, resultando na falta de atendimento e entrega dos medicamentos existentes ao público. (leia mais abaixo)
O Siprosep já encaminhou um pedido de reunião, urgente, com os representantes das secretarias de Saúde e Administração e Recursos Humanos com o objetivo de apresentar as denúncias. “Com relação aos agentes de Endemias, informamos ao presidente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Carlos Morales, sobre as denúncias”, destacou Elaine Leão. (leia mais abaixo)
“Não compactuamos com práticas abusivas de trabalho e vamos nos empenhar para que os servidores públicos municipais tenham garantias de trabalho digno e saúde mental no exercício da sua profissão”, finalizou Elaine Leão.