Os casos de contaminação e mortes por conta da Covid 19 avançam assustadoramente em Campos nos últimos dias, com mais de 16.800 pessoas contaminadas e 609 óbitos confirmados. Outro dado preocupante é que a taxa de ocupação dos leitos de UTI em mais de 90%, inclusive nos hospitais da rede particular. Diante deste quadro, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) decidiu baixar o decreto 026/2021 que estabelece restrições da circulação de pessoas para evitar a proliferação do coronavírus, retornando à fase laranja, com o fechamento de todo o comércio considerado não essencial. Todavia, a coragem e firmeza de Wladimir e seu vice Frederico Paes em enfrentar o avanço da Covid em Campos encontraram reações por parte de setores do comércio, que realizam protestos nos últimos dias na frente da sede da prefeitura e bloqueando rodovias. É a mesma “briga” desde o início da pademia, economia versus saúde. A queda de braço partiu dos que reclamaram da falta de comprovação estatística e científica de que o lockdown é responsável por frear os casos de Covid. (leia mais abaixo)
Atualmente, restaurantes, bares, academias de ginásticas, inclusive de condomínios, salões de belezas, estádios e igrejas devem ficar fechados por uma semana. A prefeitura evita uso da expressão lockdonwn. Enquanto Wladimir se mantinha atarefado no Rio com a logística do transporte do lote de vacina para Campos, coube ao vice-prefeito Frederico Paes (MDB) anunciar as medidas, enquanto o subsecretário de Atenção Básica e Vigilância Sanitária, Charbell Kury cuidava de explicar o decreto em seus aspectos técnicos, estatísticos e científicos. (leia mais abaixo)
Uma radiografia do coronavírus no município revelou que Campos, na terça e quinta da semana passada, chegou a ter quase 100% de ocupação dos seus leitos de UTI reservados aos doentes de Covid. Só esta semana já ocorreram 366 casos de contaminação e 23 mortes. (leia mais abaixo)
Frederico Paes tem assumido o protagonismo de um vice que trabalha e concentra sua atuação especialmente no campo da Saúde. Ao justificar as medidas ele reconheceu o desconforto, mas alertou: “Eu sei o quanto é duro para o comerciante fechar o seu estabelecimento, com contas a pagar e salários a pagar. Mas se não seguiremos a ciência e recomendação das autoridades médicas vamos caminhar para o pior. Não podemos deixar acontecer aqui o que acontece em Manaus”, alertou. (leia mais abaixo)
A coragem e firmeza de Wladimir em enfrentar o avanço da Covid em Campos encontrou reações por parte de setores do comércio. A queda de braço partiu dos que reclamaram da falta de comprovação estatística e científica de que o lockdown é responsável por frear os casos de Covid.
Não tardou para que se desencadeasse logo uma manifestação de protesto. Comerciantes fizeram uma manifestação de protesto contra a medida com a queima de pneus e barricadas na confluência da Avenida Artuhr Bernardes com a Rodovia BR-101, perto do trevo do índio. Entre as faixas de protesto lia-se: “Aglomerações na campanha eleitoral, festas clandestinas e praias cheias. E o comércio é quem paga a conta”. (leia mais abaixo)
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro de Abreu, reconheceu a situação crítica de Campos, mas pondera que não faltou aglomerações durante a campanha eleitoral, em parte responsável pelo aumento dos casos de Covid. (leia mais abaixo)
— Chegamos numa situação crítica com o alto índice de internações e óbitos. Mas isto já era previsto, fruto das aglomerações na campanha eleitoral e festas de final de ano que contribuíram para este caos. As pessoas ainda precisam entender da necessidade do uso da máscara, álcool gel e distanciamento, enquanto não houver esta consciência os índices continuarão altos. Os empresários que estão cumprindo com os protocolos não devem ser “punidos” por aqueles que não o cumprem. Reflete no fechamento do estabelecimento, desempregando e não pagando os impostos, acarretando um custo maior ao poder público— desabafou. (leia mais abaixo)
Já a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) se manifestou em seu portal na internet. “Destacamos que o comércio foi exemplar na pandemia ainda em curso, observando todos os parâmetros de segurança determinados pelas autoridades sanitárias, estabelecendo um ambiente de segurança para o consumidor e funcionários, não sendo dessa forma um vetor do vírus da Covid-19”.
Outros comerciantes ponderavam que atividades excluídas do decreto consideradas essenciais como supermercados, bancos e lotéricas tem registrado aglomerações.
A fim de minimizar o quadro de saturação, 10 novos leitos que o prefeito conseguiu junto à Prefeitura de Duque de Caxias deverão ser utilizados a partir da próxima semana. Além da quase lotação dos leitos de UTI da rede pública de Campos, a situação nos hospitais particulares é crítica. Num deles, 9 pacientes em situação de agravamento da doença esperavam vaga diante dos leitos de UTI completamente ocupados. (leia mais abaixo)
As medidas drásticas adotadas em Campos encontram paralelo em Belo Horizonte, onde o comércio também já entrou em lockdown, além de alguns países como Alemanha, Itália e Reino Unido. Em Portugal, a medida entra nas cogitações do governo dada a gravidade da situação.