Servidores fazem assembleia para deliberar sobre atraso de salário e 13º; ENTENDA

Os servidores públicos de Campos farão uma assembleia geral extraordinária nesta terça-feira (12),  a fim de discutir os atrasos do pagamento dos salários de dezembro e o 13º salário que não foram pagos pelo ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania). Por causa da Covid-19, o encontro não será presencial para evitar aglomeração. A primeira convocação acontece às 18h e a segunda, às 19h. Na última sexta-feira (08), o prefeito  Wladimir Garotinho (PSD) esteve no sindicato onde conversou com os servidores na tentativa de buscar uma saída para a situação.  (leia mais abaixo)

 Durante a reunião na semana passada, foram discutidas duas propostas para o pagamento  imediato dos compromissos em atraso, através de empréstimos. Segundo Wladimir, o ex-prefeito deixou em caixa apenas R$ 2,9 milhões para pagar uma despesa total de R$ 106 milhões com os servidores, correspondentes ao vencimento do mês de dezembro e o 13º salário. Wladimir disse ainda que Rafael Diniz optou por priorizar o pagamento aos fornecedores e não pagar os compromissos com os servidores. (leia mais abaixo)

“Ele não deixou dinheiro na conta para pagar o servidor, mas pagou aos fornecedores.  Nós encontramos uma terra arrasada, mas juntos iremos encontrar uma solução e superar esta situação. Não ganhei eleição para ficar olhando para trás e reclamar o tempo todo. Mas neste período de travessia difícil vamos negociar uma saída. Podemos parcelar? Podemos. Quantas vezes? Não sei, vamos conversar. Podemos tentar uma operação de crédito? Podemos, sim. As operações de crédito são possíveis, mas não será possível em 15 dias ter dinheiro em caixa através de um empréstimo para pagar a vocês”, ponderou Wladimir.  (leia mais abaixo)

O atual prefeito tranqüilizou os servidores quanto ao pagamento do mês de janeiro. “Com o salário de janeiro, vocês não precisam se preocupar. Dentro do cronograma que já existe, vamos ter arrecadação entrando ao longo do mês e com os ajustes que estamos fazendo vamos garantir salário em dia. Quanto ao salário de dezembro e o 13º eu queria buscar com vocês uma solução, uma saída, sobre como vamos suprir estes 106 milhões e mais o salário de janeiro”.  (leia mais abaixo)

Na página do Siprosep, o sindicato observa que o prefeito não trouxe uma proposta oficial, e desmentiu o parcelamento em 12 vezes como vinha sendo divulgado. “Também não trouxe a data do pagamento de dezembro, falou que não tem dinheiro e que está aberto a sugestões. Quanto a sugestão de captação de recursos junto ao PreviCampos, temos que lembrar que a Previdência é dos atuais e dos futuros aposentados, de todos nós, portanto. Logo tudo precisa ser muito bem estudado e com segurança. Nada será decidido sem o servidor, por isso a votação ficará aberta terça e quarta-feira de 10h as 15h”, postou a presidente do Siprosep, Elaine Leão. (leia mais abaixo)

— Em qualquer uma destas situações, eu nada farei sem a anuência de vocês, servidores. Se houver uma assembléia da PreviCampos favorável ao empréstimo, terá também que passar pela Câmara de Vereadores e quero também a presença do Ministério Público do Trabalho para endossar esta decisão — declarou o prefeito.   

A arrecadação de dezembro foi comprometida com o pagamento a fornecedores. Dos R$ 3,6 milhões deixados em caixa pelo governo anterior, só R$ 2,9 milhões poderão ser utilizados para pagar os servidores porque outra parte dos recursos são verbas carimbadas para outras despesas com destinações específicas.  

A diretora do sindicato, Danielle Henriques, deixou claro o entendimento do sindicato. “Reconhecemos que a dívida foi deixada pelo antigo gestor, entretanto a dívida é da prefeitura. Somos servidores públicos municipais, não somos funcionários de prefeito. 

Pelas redes sociais, outros servidores propõem ações na Justiça para obtenção dos recursos para pagar os compromissos. “A Justiça precisa intervir bloqueando as contas da prefeitura para o pagamento, tendo em vista que salário é de caráter alimentar. Há muita gente passando por necessidades como alimentos e medicamentos”.