Filho do ex-presidente da Câmara, Marcos Bacellar, e irmão do deputado Rodrigo Bacellar, o vereador eleito Marquinho Bacellar (SD), o terceiro mais votado em Campos com 4.836 votos, é o entrevistado desta quarta-feira (25) do Campos 24 Horas. Entre outros assuntos, ele fala sobre temas que pretende priorizar nos debates do Legislativo, como o criticado sistema de transporte implantado no governo Diniz, a limpeza da cidade e o calçamento das ruas do Parque Saraiva. A respeito do segundo turno entre Caio e Wladimir, já decidiu: vai ficar neutro. Sobre sua postura na Câmara, avisa: será “um Marcos Bacellar com 36 anos, com mais saúde, disposição e coragem! E ainda comenta sobre o médico Bruno Calil, que foi candidato a prefeito do seu grupo político: “Ganhou minha admiração e respeito por ser um cara puro, de coração gigante e com uma capacidade e vontade de fazer o bem sempre”. (Veja a entrevista completa abaixo)
Campos 24 Horas – Como analisa sua campanha e a responsabilidade diante da votação expressiva alcançada nas urnas?
Marquinho Bacellar – Nossa campanha foi incrível, como todas em que nosso grupo participa, nos doamos e fizemos com alegria. O resultado foi o que se viu nas ruas e urnas. A responsabilidade será a mesma, independentemente da quantidade de votos. Vou honrar toda a história do meu pai, dos meus irmãos e eleitores, dando o meu melhor para ajudar na reconstrução de nossa cidade. (leia mais abaixo)
C24H- Logo assim que tomar posse e começar o seu mandato, quais seus principais projetos e propostas que pretende debater e aprovar na Câmara?
MB – Teremos pela frente o pior momento de nossa cidade, então qualquer projeto e proposta precisa ser muito responsável e coerente. Em primeiro lugar, vamos quebrar a distância entre o político com o povo. As prioridades serão encontrar uma forma de ajudar o prefeito de forma urgente na limpeza de nossa cidade, no fim da baldeação do transporte, na solução para os atrasos de salários dos funcionários e no calçamento das ruas do Parque Saraiva. (leia mais abaixo)
C24H- Diante da crise financeira que o município atravessa, qual será a principal contribuição que a Câmara pode dar neste momento Independentemente do prefeito eleito, como deve ser a postura dos vereadores, na sua avaliação?
MB- Nossa postura, como citei acima, será de muita responsabilidade, união e empenho. Temos que ajudar a buscar recursos fora, fiscalizar como nunca para evitar qualquer tipo de exagero e saber usar os recursos nos problemas mais urgentes.
C24H – Qual sua expectativa e a de seu grupo com relação ao segundo turno?
MB -A maioria dos eleitores escolheu essas duas opções, e acima de tudo está o respeito à democracia, apesar de me sentir decepcionado. Não concordo e não me adaptei em 2016 com a forma que o grupo de Caio trabalha e com o grupo de Wladimir já temos uma discordância política histórica. Prefiro, então, ficar neutro caso ocorra a eleição no dia 29. (leia mais abaixo)
C24H – Como avalia o desempenho nas urnas do candidato Bruno Calil, do seu grupo político? Qual o balanço que o senhor faria da campanha neste primeiro turno?
MB -O Dr. Bruno se tornou um amigo, ganhou minha admiração e respeito por ser um cara puro, de coração gigante e com uma capacidade e vontade de fazer o bem sempre. Ele mostrou coragem e muita disposição nessa eleição. Tanto o Dr. Bruno quanto eu aceitamos esse desafio a pouco mais de 40 dias da eleição, e fomos pra rua nos apresentar pois nunca tínhamos disputado um pleito. Fizemos o possível e o impossível sob sol e chuva, e com uma incrível receptividade das pessoas fizemos uma campanha leve, alegre e que acredito que ainda não acabou.
C24H- Já analisou a futura composição na Câmara, com 4 vereadores do PSD, 2 do PROS, do grupo de Garotinho; 2 do PDT e 2 do PSL, do grupo de Caio Vianna; mais 2 do SD e 2 do DEM, do grupo de Rodrigo Bacellar, seu irmão? Como antevê esses embates a partir de 2021?
MB- Qualquer que seja o prefeito, farei uma oposição inteligente, coerente e com responsabilidade. O que for para o bem de toda Campos estarei firme ajudando, mas o que for bom apenas para alguns serei duro. (leia mais abaixo)
C24H- Seu pai era um vereador combativo, de oposição firme e contundente na Câmara. Qual será a sua postura?
MB- Para ter essa resposta, basta imaginar um Marcos Bacellar com 36 anos, com mais saúde, disposição e coragem!
C24H – A que se deve o elevado percentual de renovação na Câmara nestas eleições?
MB – Acredito que pelo momento de maior crise financeira do município.
C24H- Qual sua avaliação sobre o elevado percentual de abstenção nestas eleições?
MB – Cada eleição, os eleitores se mostram mais descrentes, pois suas escolhas não dão o resultado esperado. Porém, acredito que o Covid foi o maior vilão das urnas nesse ano atípico que vivemos.