Marcos Bacellar sai em defesa do filho Rodrigo, que também fala sobre acusação

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Campos e sindicalista Marcos Bacellar, pai do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SDD), saiu em defesa do filho pelas redes sociais neste fim de semana. O deputado foi colocado como suspeito de participar de um esquema (aqui) de distribuição de recursos na área de Saúde nas cidades de Campos, Bom Jesus de Itabapoana, Carapebus e São Fidélis, na mesma apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) que envolve o governador afastado Wilson Witzel e outras pessoas. “Os fatos publicados pela mídia sobre a delação premiada do ex-secretário de Saúde, doutor Edmar  Santos, referentes ao deputado Rodrigo  Bacellar, estão corretos. O deputado lutou por recursos para a Saúde de diversos municípios, inclusive Campos, e conseguiu R$ 8 milhões, sendo dois para cada um deles: Santa Casa, Hospital Álvaro Alvim, Beneficência Portuguesa e Hospital dos Plantadores de Cana. Estes hospitais passaram e ainda passam por grande dificuldade financeira, não conseguindo prestar um serviço de qualidade à população”, analisou Marcos Bacellar. (leia mais abaixo)

Na publicação, Marcos Bacellar pediu ao filho deputado que continue sua luta e traga ainda mais recursos. “Se ele conseguiu mais verbas do que os R$ 8 milhões e pediu comissão ou propina aos hospitais que receberam verba, que seja punido. Mas tenho certeza que isto não ocorreu. Deputado, peço que lute por mais verbas para nossos hospitais, pois você é sinônimo de luta. Pode contar com o seu velho guerreiro”. 

Marcos Bacellar avaliou os efeitos da investidura de Rodrigo como relator da comissão que trata do processo de afastamento do governador Wilson Witzel. “Com muita coragem, você aceitou ser relator do impeachment do governador, ciente das lutas escusas e das baixarias que adviriam deste ato. Na política é normal, não podemos ser omissos”, comentou. (leia mais abaixo)

Quanto a acusação de que Rodrigo teria ajudado a Ong Nova Esperança, de Campos, Marcos Bacellar entende que teve origem na ação de falsos profetas que sempre aparecem em período pré-eleitoral. “Sei muito bem que você não tem nada a ver com isso, e nunca ajudou a mesma em nada. Sabermos que é para arranjar fatos inverídicos. São os falsos profetas que sempre aparecem em período eleitoral. Vamos à luta, deputado e filho. Estamos orgulhosos de seu trabalho como parlamentar”, concluiu.  

RODRIGO RECHAÇA

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (SDD) rechaçou as acusações, ao afirmar que tudo foi dentro de regras lícitas e transparentes. Rodrigo critica a denúncia ter sido feita com base apenas na delação do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos. “O cara rouba sozinho e depois quer botar todo mundo no fogo”, destacou. (leia mais abaixo)

O deputado disse também que estas articulações políticas que resultam em benefícios para os municípios de sua base eleitoral correspondem a uma das atribuições de sua atividade parlamentar.

“Não tenho nada a esconder, tudo foi feito às claras, assinado na secretaria, com o secretário, os quatro mantenedores dos hospitais, em reunião aberta. E dos quatro diretores, eu só conhecia um, que por acaso foi vereador”, disse. “Se disserem que aportar dinheiro para um hospital que precisa é crime, não sei mais o que fazer como parlamentar. Nem disputando eleição estou”. 

O parlamentar campista lembrou que, quando a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil, a situação dos hospitais filantrópicos de Campos era crítica, pois os repasses de seus convênios com a prefeitura estavam em atraso. (leia mais abaixo)

“Os quatro hospitais filantrópicos em Campos que atendem a toda a região estavam sem receber repasses há quatro meses, com salários e pagamentos a fornecedores atrasados.  É natural que eles peçam ajuda aos deputados da região. Eu construí, com o meu trabalho, um bom relacionamento com o presidente da Assembleia, André Ceciliano, e com o vice-governador, Cláudio Castro, e consegui mais recursos, o aporte de R$ 8 milhões e dividi igualmente, R$ 2 milhões para cada um”, explicou o deputado. 

CECILIANO 

Já o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), respondeu às suspeitas de que, ao lado de Bacellar, teria prestigiado o município de Campos com repasses de recursos por interesse político. (leia mais abaixo)

Ceciliano disse que o dinheiro repassado a Campos foi pedido por Bacellar e por Bruno Dauaire (PSC), deputados da cidade. “Não há crime no fato de o parlamentar pedir recursos para a sua região. Ser fosse assim, teria que criminalizar as emendas impositivas do Congresso Nacional. Ao contrário, muitas vezes o governo usa a liberação dessas emendas às vésperas das eleições, inclusive. Sempre foi assim, e não tem crime nisso”, disse Ceciliano. 

O presidente da Assembleia afirmou que a Casa economizou R$ 421 milhões em 2019 e que esse dinheiro retornou ao Tesouro estadual.