Em virtude da gravidade do problema dos trabalhadores da Prefeitura de Campos sob regime de RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo), provocado pelo atraso de seis meses de salários por parte do governo Diniz, a Câmara de Vereadores de Campos resolveu montar um grupo de trabalho, sob comando do vereador Jorginho Virgílio (DC), que foi o autor do pedido para que o Legislativo buscasse uma solução para a dramática situação. A prefeitura não informa oficialmente quantos trabalhadores estão sob o regime de RPA, mas há informações de que o município pode ter em torno de 5 mil pessoas nestas condições. (leia mais abaixo)
Segundo Virgílio, o grupo buscará uma solução ao pagamento dos RPAs da Prefeitura de Campos e já está autorizado a iniciar os seus trabalhos. A proposta é tentar recursos, até em Brasília, para quitar os meses atrasados. “Essa situação do RPAs já vem nos incomodando há meses. Quem trabalha, tem que receber. Com a criação deste Grupo vamos tentar, nem que seja em Brasília, recursos para quitar os pagamentos atrasados há meses”, destacou Jorginho Virgílio.
Uma edição extra do Diário Oficial na tarde desta terça-feira (30) traz uma publicação assinada pelo presidente da Câmara, Fred Machado, criando o grupo que será comandado por Jorginho Virgilio. Os demais membros do grupo serão os vereadores Silvinho Martins e Joilza Rangel.
Haverá, inicialmente, um prazo de 30 dias para a conclusão do trabalho e apresentação de relatório, podendo o grupo ser estendido por mais um mês.
O Grupo terá sua primeira reunião nos próximos dias.”Nesta quarta já estarei conversando com Joilza e Silvinho para definir os primeiros passos do nosso Grupo de Trabalho. De imediato, vamos marcar um encontro com representantes da Prefeitura e levaremos uma comissão formada por RPAs para saber qual é a real situação. Saber se existe um cronograma de pagamento. Também pretendemos nos reunirmos com o Ministério Público do Trabalho (MPT)”, informou Jorginho.
A ida à Brasília por apoio de deputados federais na luta por recursos só será necessária caso o Grupo não encontre uma solução mais rápida. “Foi nos dado o prazo inicial de 30 dias, mas a gente espera uma solução o quanto antes. Não vamos permitir que mais uma vez estes trabalhadores fiquem no prejuízo como aconteceu no governo passado”, finalizou Virgilio.