O secretário de Saúde do estado do Rio de Janeiro, Fernando Ferry, disse, nesta quinta-feira (21), que alguns dos hospitais de campanha que estão atrasados podem não ser entregues. Segundo o chefe da pasta, o atraso para a conclusão das obras e os números positivos da pandemia podem tornar as unidades desnecessárias. (leia mais abaixo)
“A gente está vendo que, gradativamente, está diminuindo o número de casos. Isso faz parte da epidemia. Se a gente perceber que isso vai continuar, a gente vai deixar de construir as unidades e o valor será devolvido para o erário”, disse Ferry ao RJ2.
Em Campos, a unidade estava prevista para ser inaugurada no dia 12 de junho (AQUI)
Campos necessita com urgência da abertura do hospital de campanha, já que o prefeito Rafael Diniz anunciou que o município está com quase 100% dos leitos de UTI ocupados no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus e o número de casos confirmados cresce a cada dia.
Atraso nas obras
O calendário de inauguração dos hospitais de campanha foi modificado pela quarta vez nesta quinta-feira (21). Já são 21 dias de atraso para a entrega das unidades que deveriam ajudar a salvar pacientes com a Covid-19. Ao todo, o estado contabilizou 3.412 mortes e 32 mil casos confirmados da doença.
O novo cronograma de inaugurações agora vai até o dia 18 de junho, segundo a Organização Social Iabas, contratada pelo governo para gerir as unidades. Todos os hospitais deveriam estar funcionando desde 30 de abril.
Das sete unidades previstas, apenas o Hospital do Maracanã começou a funcionar, mesmo assim de forma parcial. Dos 1,3 mil leitos que eram previstos para o tratamento da Covid-19 no estado, apenas 200 estavam abertos até o começo da manhã desta quinta-feira (21).
Veja abaixo as datas das próximas inaugurações:
São Gonçalo – 27 de maio
Nova Iguaçu – 29 maio
Duque de Caxias – 1º de junho
Nova Friburgo – 7 de junho
Campos dos Goytacazes – 12 de junho
Casimiro de Abreu – 18 de junho
Iabas diz que vai ficar ‘feliz’ se obras de hospitais de campanha do RJ forem paralisadas
Os responsáveis pelo Iabas afirmaram nesta sexta-feira (22) que “muito sinceramente estaremos felizes em paralisar nossas operações” dos hospitais de campanha para que a organização social foi contratada.
Na nota, o Iabas afirma que seu principal objetivo “é salvar vidas”.
“Caso as curvas de incidência de Covid-19 venham determinar a possibilidade técnica da descontinuidade da implantação dessas unidades, afirmamos, muito sinceramente, que estaremos felizes em paralisar nossas operações”, escreveu.
O instituto se justifica, citando “o término do risco de colapso da rede pública hospitalar como consequência do encerramento da doença no estado, o que todos almejamos”.
“Nessas condições, e Deus queria que seja assim, asseguramos que estaremos disponíveis para encontrar uma solução que atenda os interesses do Iabas e também os interesses do Estado do RJ”, encerrou.
Fonte: Redação Campos 24 Horas e G1