O governador Wilson Witzel deve editar um decreto na próxima segunda feira prorrogando as medidas de isolamento social em todo o estado do Rio, que já registra 10 mortes de pacientes com coronavírus.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, o Rio de Janeiro tem 25 mortes suspeitas de coronavírus sendo investigada. De acordo com ele, há em torno de 41 pacientes com a Covid-19 internados, 20 deles no CTI. Edmar anunciou ainda o investimento em uma linha de testagem para profissionais de saúde, para definir a causa de mortes suspeitas e também para pacientes com sintomas – no caso de testagem em massa, o número de contaminados pode dar um salto.
– Se Deus quiser, a partir do dia 17 teremos essa nova fase de testagem – disse.
Os óbitos já confirmados foram registrados nos seguintes municípios:
Rio de Janeiro – 6 (quatro mulheres e dois homens)
Miguel Pereira – 1 (mulher)
Niterói – 1 (homem)
Petrópolis – 1 (homem)
Volta Redonda – 1 (homem)
Edmar disse que projeta para os próximos 30 dias mais 1.400 leitos – 1.200 deles divididos entre seis hospitais de campanha espalhados pelo Estado, todos com monitores e respiradores. De acordo com o secretário, o prazo de 30 dias é devido à montagem das camas e dos aparelhos. A empresa responsável por montar os hospitais também vai contratar equipes para trabalhar neles.
Edmar anunciou ainda um reforço no Samu para o transporte de pacientes de coronavírus. Semana que vem serão distribuídas 50 ambulâncias. A capital também será beneficiada. Além disso, o secretário garantiu a ampliação do serviço para locais que ainda não contam com ele.
– Vamos fortalecer e ampliar o nosso Samu – afirmou.
Edmar disse ainda estar otimista com o comportamento da população e muito apreensivo com o que classificou como confusão de caráter político e administrativo – nesta quinta-feira, o governador Wilson Witzel chegou a dizer que sem a ajuda financeira da União manter o isolamento seria muito difícil; em seguida abrandou o tom e afirmou que seguirá com as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
– A OMS se posiciona no sentido de agravamento da situação e não voltou atrás. A única possibilidade (para conter o avanço) é o isolamento social. De cada cem pessoas que entram no CTI, metade morre. Então, quanto mais tempo conseguirmos segurar o isolamento social, menor será o impacto dessa crise sobre nós, menor será o número de mortes – destacou.
Com relação à falta de vacinas nos postos, ele voltou a dizer que elas vêm do Ministério da Saúde e que o Estado é apenas o distribuidor. Ele frisou que a fábrica responsável não está tendo condições de produzir a vacina por causa da antecipação da campanha.
Fonte: Extra