ACIC apoia medida contra vírus e diz que retorno ao mercado pode ser difícil

(VEJA VÍDEO AO FINAL DA MATÉRIA) – Em entrevista ao Campos 24 Horas, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), Leonardo Abreu, como cidadão analisa que não há outra saída para se conter a pandemia do conoravírus senão o cuidado que as pessoas devem ter em se manter em casa, mas, como empresário e líder classista, diz que a situação é muito séria, nunca vista até então e que vai trazer sérios prejuízos aos empresários, comerciantes e empreendedores em geral. A palavra de ordem neste momento, segundo Leonardo Abreu, é solidariedade.

Para beneficiar o comércio e a indústria que, temporariamente terão seus horários reduzidos, alguns até com portas fechadas, estão sendo oferecidas por parte dos governos municipal, estadual e federal, além de concessionárias de energia e de água e esgoto, prorrogações de prazos de pagamento. Isenção de qualquer natureza, até o momento, não foi oferecida às categorias.

Entre as prorrogações destacam-se a do SIMPLES, FGTS, INSS e demais tributos que envolvem uma empresa. “A gente está pedindo essa prorrogação, até que lá na frente as coisas voltem a melhorar. Essa é uma situação que nunca passamos. As pessoas terão que mudar até a forma de agir. O enfraquecimento virá, tanto da parte dos empresários quanto do cidadão. Quem não conseguir passar por essa crise, para retornar ao mercado ficará difícil”, analisa Leonardo Abreu.

Para ele, principalmente neste momento, todos têm o dever de ser solidários, empresários ou não, porque todos estão no mesmo “barco”, já que doença não escolhe pessoas. E acrescenta que, para que a vida volte ao normal mais adiante, todos devem se ajudar. “A solidariedade tem que imperar neste período”, diz o presidente da ACIC.

OPORTUNISMO

O presidente da ACIC percebe que “algumas” pessoas se aproveitam do momento atual para fazer política partidária, o que segundo ele corrói as relações e até o mercado financeiro. “As pessoas têm que sair do âmbito da política partidária e se dar as mãos, tanto empresários, quanto igreja, cidadão em geral. O que a gente não pode é ter pânico, porque no pânico a gente só toma medidas erradas e só tende piorar a situação”, finaliza Leonardo Abreu.