Se puder, evite aglomerações. Essa é a recomendação de especialistas neste momento em que o novo coronavírus avança pelo país (já são mais de 70 casos registrados até esta sexta-feira) e há manifestações de rua marcadas para acontecer em diversos estados no próximo fim de semana.
— As pessoas estão, em eventos assim, estão muito próximas umas das outras. Sendo o ar livre ou fechada, a questão é a mesma. A pessoa tosse ou espirra muito perto uma das outras — afirma Leonardo Weissmann, infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia. — Ou seja, se puder evitar a aglomeração, é melhor.
Embora já tenha levado ao cancelamento de eventos ao redor do mundo, passeatas marcadas para tomar as ruas brasileiras nos próximos dias ainda não foram desmarcadas.
Para o próximo sábado, está previsto um ato para lembrar os dois anos da morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O protesto é organizado pelo partido da vereadora assassinada, o PSOL, pelo Instituto Marielle Franco e outras lideranças ligadas à esquerda.
Do outro lado do espectro político, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro convocaram para domingo uma manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa do governo. Há uma indicação de que aliados do presidente, no entanto, estão debatendo o cancelamento dos atos. Uma decisão sobre o assunto pode ser anunciada ainda nesta quinta-feira.
Outros cuidados
Ainda segundo especialistas, o ideal é que as pessoas não toquem na boca, nariz ou olhos quando estiverem em local público até que consigam lavar as mãos com água e sabão ou álcool. Embora evite a infecção via contato, a higiene não garante que a pessoa esteja complementamente protegida, já que a contaminação também pode ocorrer via área.
Como mesmo as mãos limpas não são uma garantia, a recomendação para evitar aglomerações fica ainda mais imprescindível para pessoas idosas ou com problemas doenças de base, como pressão alta ou diabetes. Isso porque esses são grupos de risco da Covid-19.
— Neste momento, é preciso evitar que pessoas enfermas ou com alto risco de desenvolver doença grave caso venham a adoecer. E, quem estiver em locais assim, o álcool 70 tem que estar no bolso — afirma Edimilson Migowski, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.