
O pai do menor P.H.L.M., 15 anos, que teria sido espancado por um policial militar e seguranças dentro do Guarus Plaza Shopping, o comerciante Gilson dos Santos Nascimento, esteve na Corregedoria de Polícia Militar do Estado do Rio, em Campos, prestando depoimento na tarde desta quinta-feira (30). Na saída, Gilson afirmou que o órgão já identificou o possível PM que teria agredido seu filho. Segundo ele, as câmeras do shopping registraram o momento em que o seu filho foi conduzido “por este policial à sala de tortura” no empreendimento comercial.
Gilson dos Santos também já esteve este mês no Ministério Público Estadual (MPE), levantando a mesma suspeita, de envolvimento de um “suposto” policial de nome “Melo” no caso. Gilson diz que quer justiça e, também, mostrar à sociedade que as pessoas devem procurar seus direitos, como ele está fazendo em nome do filho.
Em recente entrevista ao site Campos 24 Horas, o denunciante reforça seu depoimento dado na 146ª DP/Guarus. “Junto com seguranças do shopping, meu filho foi abordado com um suposto policial identificado como Melo, mas quando chegamos com a viatura, ele já tinha saído do local. Possivelmente quem levou ele para o quarto para ser espancado foi um segurança e o estranho (policial) que eu não conheço”, acrescentou.
O CASO – De acordo com Boletim de Ocorrência registrado no dia 30 do mês passado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus (Termo Circunstanciado Aditado nº 146-04720/2019-01), o crime contra o menor teria começado no estacionamento do shopping, quando a vítima (P.H.L.N.) estava com outros quatro colegas “brincando e tomando sorvete”. No Boletim de Ocorrência o comerciante afirma que os jovens estavam “brincando” e que, em determinado momento, um homem não identificado teria começado a filmar a ação do grupo. O menor teria ido tomar satisfação com o homem e, a partir daí os dois entraram em luta corporal. No relato Gilson acrescenta que o suposto agressor chama-se “Melo”. Ainda segundo ele, neste estacionamento onde teria ocorrido o crime existem câmeras que podem comprovar o fato. Em seguida os homens teriam levado o menor para dentro do shopping, onde teia sido colocado em uma sala e agredido.