A Backer informou, na tarde desta sexta-feira (10), que vai recolher cervejas dos lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja Belorizontina nas casas dos consumidores. O Instituto de Criminalística encontrou em duas garrafas desses lotes uma substância tóxica chamada dietilenoglicol, usada em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se o consumo de cerveja Belorizontina tem relação com a internação de oito homens por uma doença desconhecida – um deles morreu.
A Secretaria Municipal de Saúde de BH também vai receber as garrafas dos consumidores em nove postos.
Nesta quinta-feira (9), investigadores recolheram material para fazer perícia na cervejaria Backer, no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de Belo Horizonte. A polícia informou que o material está sendo periciado nesta sexta.
Já o laudo que confirmou, nesta quinta, a presença de dietilenoglicol foi feito após perícia nas garrafas recolhidas nas casas dos pacientes que estão internados. Segundo a Polícia Civil, ainda não há como confirmar a responsabilidade da empresa no caso.
Nesta tarde, a cervejaria afirmou que nunca usou a substância tóxica encontrada em garrafas da bebida que foram recolhidas em casas de pacientes internados com síndrome misteriosa. A Backer não informou, no entanto, quantas garrafas desses dois lotes foram produzidos.
O Procon-MG pediu que os consumidores que têm cervejas destes lotes em casa não consumam os produtos.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recebeu nove notificações da síndrome até então chamada de nefroneural. De acordo com a pasta, um caso foi descartado.
Sete pacientes estão internados com os sintomas e um homem morreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O Ministério da Saúde confirmou que Belo Horizonte é o local provável de exposição de todos os casos.
Cervejas também serão recebidas pela Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte disse, nesta sexta-feira (10), que está “disponível para receber, exclusivamente, cervejas da marca “Belorizontina” de moradores de Belo Horizonte, que possuem o produto para consumo próprio. Não serão recebidos produtos de bares, restaurantes e supermercados. O material ficará sob custódia da Secretaria para encaminhamento das investigações necessárias. “
Nota da Backer na íntegra
“A Backer reforça que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina. E reitera que continua colaborando com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas. A cervejaria informa que os lotes L1-1348 e L2-1348 serão recolhidos diretamente nos domicílios dos consumidores, em horário agendado. Para isso, os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042, exclusivo para esse procedimento. A cervejaria aguarda a conclusão das investigações e reforça seu compromisso com a qualidade dos seus produtos”.
Endereços de entrega:
Barreiro: Av Olinto Meireles, 327 – Barreiro
Centro-Sul: Av. Augusto de Lima, 30 – 14ª andar – Centro
Leste: Rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
Nordeste: Rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
Noroeste: Rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
Norte: Rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
Oeste: Av. Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
Pampulha: Av. Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
Venda Nova: Av. Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – Parque São Pedro
Fonte: G1