Caso do Shopping de Guarus: Pai de menor espancado vai ao Ministério Público

O comerciante Gilson dos Santos Nascimento, pai do menor P.H.L.M., 15 anos, que teria sido espancado na quinta-feira (02) dentro do Guarus Plaza Shopping, em Guarus, esteve nesta quarta-feira (08) no Ministério Público Estadual (MPE) e levanta suspeita sobre envolvimento de um “suposto” policial de nome “Melo” no caso. Gilson diz que quer justiça e, também, mostrar à sociedade que as pessoas devem procurar seus direitos, como ele está fazendo em nome do filho.

Em nova entrevista ao site Campos 24 Horas, o denunciante diz que o menor está deprimido, apreensivo e não quer sair de casa. “Vou levar a um profissional da área de psicologia, porque ele precisa, foi espancado na cabeça, levou muito chute e está deprimido e de cama até hoje”, afirma o pai. 

Gilson reforça o seu depoimento dado na 146ª DP/Guarus. “Junto com seguranças do shopping, meu filho foi abordado com um suposto policial identificado como Melo, mas quando chegamos com a viatura, ele já tinha saído do local. Possivelmente quem levou ele para o quarto para ser espancado foi um segurança e o estranho (policial) que eu não conheço”, acrescenta.

O site Campos 24 Horas entrou em contato, via e-mail, com a Corregedoria de Polícia Militar do Estado do Rio questionando o possível envolvimento de um PM no caso e aguarda resposta. Também foi enviado, na sexta-feira (03), pedido de resposta sobre o ocorrido no shopping à assessoria de comunicação do empreendimento, mas não obteve resposta até o momento.

NA DELEGACIA – De acordo com Boletim de Ocorrência registrado no dia 30 do mês passado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus (Termo Circunstanciado Aditado nº 146-04720/2019-01), o crime contra o menor teria começado no estacionamento do shopping, quando a vítima (P.H.L.N.) estava com outros quatro colegas “brincando e tomando sorvete”. No Boletim de Ocorrência o comerciante afirma que os jovens estavam “brincando” e que, em determinado momento, um homem não identificado teria começado a filmar a ação do grupo. O menor teria ido tomar satisfação com o homem e, a partir daí os dois entraram em luta corporal. No relato Gilson acrescenta que o suposto agressor chama-se “Melo”. Ainda segundo ele, neste estacionamento onde teria ocorrido o crime existem câmeras que podem comprovar o fato.