CNJ afasta juiz de Campos por no mínimo dois anos

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta terça-feira (3) o afastamento, por no mínimo dois anos, do juiz campista Glaucenir Oliveira, em decorrência do áudio vazado em um grupo de WhatsApp no qual o magistrado insinuou que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria recebido propina para libertar o ex-governador Anthony Garotinho após a Operação Caixa d’Água. A defesa de Glaucenir, por sua vez,  alegou que o juiz já se desculpou pelas suas declarações, destacando também que ele não possui punição em 23 anos de profissão e pediu que não fosse tomada uma atitude tão drástica.
 
O  presidente do CNJ, Dias Toffoli, que também preside o Supremo, foi o primeiro a votar, decidindo pela pena de disponibilidade com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Com a decisão,  Glaucenir Oliveira só poderá pleitear o retorno de suas funções após dois anos, ficando ainda proibido de exercer outras funções, como advocacia ou cargo público, com exceção de magistério.
 
“Não foi uma pessoa sem credibilidade que falou. Foi um magistrado. Criou-se uma narrativa mentirosa que ele queria que se tornasse verdadeira. Ele atingiu toda a instituição. Nunca mais se consegue tirar esse áudio da internet e (as palavras) se eternizam pelo tempo”, disse Dias Tofoli durante seu voto em plenário.