(VÍDEO AO FINAL DAS INFORMAÇÕES) – Médicos abandonando postos de trabalho, risco de fechamento de serviços importantes como maternidades públicas, falta de UTI neonatal para crianças em situação de risco e falta de medicamentos, além de uma greve de pode ser deflagrada por enfermeiros e técnicos. A Saúde de Campos passa por uma crise que possivelmente muitas pessoas não devem conseguir dimensionar. O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato dos Hospitais de Campos, Frederico Paes (foto acima). A tensão aumentou nos últimos dias após a Prefeitura anunciar durante uma reunião no Ministério Público Estadual que não pode pagar a curto prazo o que deve referente aos últimos três meses que estão em atraso e também não tem condições de fazer um calendário de pagamento. A dívida total da prefeitura com os hospitais é de R$ 15 milhões.
Paes afirma que a falta de pagamento da Prefeitura aos quatro maiores hospitais filantrópicos da cidade pode afetar serviços de grande importância, como maternidades. Um dos exemplos, segundo ele, fica por conta das maternidades públicas que funcionam nos hospitais dos Plantadores de Cana e Beneficência Portuguesa, cujos fornecedores não recebem e podem a qualquer momento suspender o fornecimento de medicamentos. O presidente do sindicato ressalta que comunicou à Promotora do Ministério Público Estadual sobre a complexidade de alguns tratamentos que estão sendo afetados, como o de crianças que são atendidas na UTI neonatal.
Frederico Paes destaca que o fato de a Prefeitura não fixar um calendário de pagamento das dívidas causa enormes problemas e classificou a situação de “muito grave”. “Assim, não temos como tocar o hospital”, disse. Veja a entrevista do presidente do sindicato no vídeo abaixo.