Motoristas dos aplicativos Uber e 99 iniciaram uma greve nesta quarta-feira (8) no Brasil, que deve durar até a 0h de quinta-feira (9). Lucros maiores estão entre as reivindicações. Em Campos, parte dos motoristas dos aplicativos aderiram à greve. Eles se concentraram na Estrada do Contorno, no trecho da BR-101.
Em nota à imprensa sobre as manifestações, a 99, que oferece táxis comuns e também o mesmo tipo de serviço que o Uber, disse que “é a favor da liberdade de expressão”.
As reivindicações dos trabalhadores para as empresas são:
Aumento nas tarifas para os passageiros;
Redução da taxa cobrada pela Uber, que varia entre 25 e 40% das corridas;
Informar o destino final do passageiro para o motorista antes do aceite das corridas;
Redução no preço do combustível;
Locais regulamentados para estacionar.
De acordo com um motorista que preferiu ter sua identidade preservada, os motoristas têm liberdade para aderirem ou não ao movimento. Ele optou pela greve e segue com o aplicativo da Uber fechado.
Como consequência pela menor quantidade de carros disponíveis, as corridas estão mais caras para os passageiros nesta quarta.
A 99 divulgou a seguinte nota: “A 99 informa que a remuneração de seus motoristas parceiros contempla duas variáveis: tempo e distância percorrida, além de uma tarifa mínima. Os ganhos do condutor são calculados de forma independente do valor pago pelo passageiro. A empresa reforça seu compromisso de trabalhar para aumentar a renda dos condutores por meio de um número maior de chamadas e da cobrança de taxas menores em comparação à concorrência. Em relação às manifestações, a 99 é a favor da liberdade de expressão.”
Protesto nos EUA e na Europa
Motoristas de aplicativos também organizaram protestos em outros lugares do mundo. Nos Estados Unidos, trabalhadores vinculados a Uber e Lyft, empresa que também fornece este serviço por lá, exigiram melhores pagamentos. As manifestações acontecem poucos dias antes de a Uber abrir seu capital na bolsa, algo que está planejado para a próxima sexta-feira.
Em Londres, os motoristas realizaram uma passeata próxima ao escritório do Uber na cidade. Eles carregavam cartazes com críticas ao modo de operação da empresa.