Após perder enterro do irmão, Lula decide não ir a SP; Toffoli havia autorizado

( Atualizado às 14h33) – O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que, apesar de ser autorizado por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá a São Bernardo do Campo para se encontrar com familiares após o enterro de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. Segundo Okamotto, o próprio ex-presidente teria comunicado seus advogados após tomar conhecimento de que seu irmão já tinha sido enterrado. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

— O presidente Lula gostaria de participar do enterro e se despedir do seu querido irmão. É claro que ele também quer se encontrar com a família, mas para isso vai ter outra oportunidade — disse Okamotto.

Toffoli autorizou

Minutos antes do sepultamento de Vavá, Toffoli autorizou Lula a deixar a prisão em Curitiba para se encontrar com familiares em São Paulo, devido à morte de seu irmão.

No texto, Toffoli permitiu que Lula vá até a Unidade Militar na região de São Bernardo do Campo, cidade em que os cortejos fúnebres de Vavá — que morreu na terça-feira (29), aos 79 anos — foram realizados. “Concedo ordem de habeas corpus de ofício para, na forma da lei, assegurar, ao requerente Luiz Inácio Lula da Silva, o direito de se encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em Unidade Militar na Região, inclusive com a possibilidade do  corpo do de cujos ser levado à referida unidade militar, a critério da família”, destaca Toffoli na decisão.

Madrugada de decisões

Durante a madrugada, o desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou um habeas corpus para Lula ir ao sepultamento de Vavá. A decisão ocorreu depois que, mais cedo, a juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, rejeitou pedido apresentado pelos advogados do petista.

Os dois magistrados basearam seus entendimentos em um ofício da Polícia Federal, que negou a saída de Lula devido a falta de helicóptero para conduzir o ex-presidente de Curitiba até São Bernardo do Campo (SP), onde será realizado o velório.

 De acordo com a PF, as aeronaves foram deslocadas com o efetivo para Brumadinho (MG), para atuar nas operações de busca e resgate de sobreviventes do rompimento da barragem da Vale.

Em manifestação ao TRF-4, a Procuradoria disse que, apesar de ser um pedido de caráter humanitário, a soltura de Lula ‘esbarra em insuperável obstáculo técnico: a impossibilidade de, ao tempo e modo, conduzir o custodiado mediante escolta e com as salvaguardas devidas, aos atos fúnebres de seu irmão’.

O entendimento foi seguido pelo desembargador Leandro Paulsen, que julgou a ‘viabilidade operacional e econômica’ do pedido de saída do ex-presidente. Ao negar a soltura, o magistrado disse que a decisão da juíza Carolina Lebbos não foi ‘arbitrária ou infundada’.

Fonte: Isto É