Acontecerá na tarde desta segunda-feira (21), a segunda audiência de julgamento do caso da morte de Fernando Iuri Chagas, morto no ano de 2013 durante uma cirurgia após sofrer um acidente de moto, em Campos.
Nesta segunda-feira, na 1 Vara Criminal do Fórum Maria Teresa Gusmão serão colhidos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação dos médicos Paulo César da Mota Rocha, Luis Bernardo Vital Brasil Bogado e Hugo Manhães Arêas.
Segundo a mãe de Iuri, Fernanda Chagas, a intenção é mostrar para a sociedade que a morte de alguém não pode ser banalizada. “Quem sabe, dessa forma, a dor insuperável e imensurável da perda de um filho possa transformar-se na esperança de expurgar práticas médicas desidiosas, contribuindo para que inúmeros pacientes tenham um tratamento digno e correto.”
Segundo o advogado da mãe da vítima, Tiago Reid, as investigações revelaram que a precoce morte de Fernando Iuri não foi fruto dos riscos naturais de uma cirurgia. “A rigor, decorreu de uma lamentável e trágica atuação dos médicos denunciados, dentre as quais se pode exemplificadamente destacar: a prática de diversas cirurgias eletivas simultâneas; abandono da vítima à própria sorte; inobservância de protocolos médicos (ausência de cuidados pré-operatórios, substituição da equipe médica a quem confiada a cirurgia, ausência constante do centro cirúrgico, inobservância de sinais visuais do monitoramento do paciente), até a falsificação do prontuário médico que relatava a cirurgia, com o natural propósito de dissimular os fatos.”