O Ministério Público Federal (MPF) entrou no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) com pedido de prisão preventiva de 15 investigados na Operação Furna da Onça, deflagrada no último dia 8. O pedido do MPF abrangeu todos os deputados presos e se pautou pela necessidade de preservar a aplicação da lei penal e garantir a preservação da ordem pública, considerando os graves crimes praticados e as tentativas de destruir provas.
Para o MPF na 2ª Região (RJ/ES), a prisão preventiva de 18 dos 22 alvos é a medida mais eficaz para impedir prejuízos à investigação conduzida com a Polícia Federal e Receita Federal. No entendimento do MPF, houve indícios de que alguns investigados tiveram acesso a informações da Operação antes de ela ser deflagrada, o que provocou perdas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão que eram considerados úteis para o melhor andamento das investigações.
A volta ao exercício do cargo de deputados estaduais ou de outras funções públicas é considerada pelos procuradores um risco para a coleta de provas nesta investigação e para a própria ordem pública, diante da possibilidade de continuarem praticando os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, por isso também foi pedido o afastamento de suas funções como deputados. Dentre os demais investigados, quatro deles não tiveram o pedido de prisão renovado e, para outros, o MPF pediu apenas o afastamento de suas funções.
Fonte: Ascom/MPF