A 1ª Vara Criminal do Rio negou, nesta quinta-feira, pedido de liberdade provisória feito pela defesa de Daniella Cândido Cardoso, a Dani Bumbum. Ela é suspeita de ser a responsável por um preenchimento nos glúteos que causou a morte da microempresária Fernanda do Carmo Assis. A informação foi publicada pela coluna de Ancelmo Gois, de o Globo, nesta sexta-feira.
O advogado Vinicius Rodrigues, que defende Dani Bumbum, havia entrado com um recurso, na semana passada, pedindo a liberdade de sua cliente. Ela está presa desde o último dia 16, quando se entregou na sede da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), após ter tido a prisão temporária decretada pela Justiça.
O resultado preliminar do exame cadavérico, feito no corpo da microempresária, confirma que a causa da morte da vítima foi mesmo embolia pulmonar, em decorrência de uma substância encontrada nos pulmões.
A identificação da substância, que pode ser ou não o líquido injetado durante um preenchimento estético, ainda depende de exames complementares.
Uma das hipóteses investigadas por equipes da 31ª DP é a de que, silicone industrial ou metacril, tenha sido injetado no procedimento, o que teria causado a formação de êmbolos (corpos estranhos) que teriam obstruído pequenos vasos no pulmão.
Fernanda morreu , no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, nove dias após ter se submetido ao procedimento, feito no último dia 4.
De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, Danielle Cândido Cardoso cobrou R$ 1 mil pelo procedimento feito em Fernanda Assis. Uma amiga da vítima afirmou à polícia que a microempresária pagou R$ 500 por transferência bancária e o restante seria quitado por cartão de crédito. As informações constam na decisão da juíza Lívia Bechara de Castro, que decretou a prisão temporária de Dani Bumbum
Perlo menos três mulheres que submeteram a procedimentos estéticos feitos por Dani Bumbum, e que tiveram algum tipo de sequela no corpo, prestaram depoimento na 31ª DP.
Uma delas, a dona de casa X., de 39 anos, que em 2016 fez um procedimento com Dani Bumbum, contou que por cada litro de silicone industrial, injetado como se fosse metacril , Danielle cobrava a quantia de R$ 3,5 mil.