O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) costuma citar suas experiências no município ao anunciar planos para o governo do estado quando trata de assuntos como transporte, educação e parcerias público-privadas para investimentos em infraestrutura. Seu plano de governo, de 24 páginas, não contempla prazos. Uma das exceções é o saneamento básico: o ex-prefeito promete fazer uma PPP até o início do segundo ano de governo para beneficiar a Baixada Fluminense.
Paes defende o Regime de Recuperação Fiscal, mas diz que precisa revê-lo com o próximo presidente. E lembra experiências bem-sucedidas para renegociar débitos bilionários municipais.
— Se não fosse o regime de recuperação fiscal, o servidor não receberia. A renegociação é possível com argumentos sólidos e articulação política — argumenta.
Na segurança pública, Paes afirma que assumirá diretamente a responsabilidade pelo setor. Defende a permanência das Forças Armadas no Rio, mas sob o comando do governador. Fala em derrubar os índices de violência tendo como foco a redução dos casos de homicídios e roubos. Promete ações precisas e de inteligência em operações policiais, inclusive em favelas, para evitar mortes de inocentes e policiais.
Entre as principais propostas para o setor estão ainda combater a corrupção policial e penitenciária por meio de um sistema de corregedoria ligado diretamente ao governador, com recursos e plano de carreira próprios; reestruturação dos órgãos de segurança instituindo um sistema de governança e de gestão com base em metas e resultados; implantação de um sistema de câmeras nos principais corredores viários do estado para reduzir o roubo de cargas; implantação de um programa de proteção a mulheres vítimas de violência; e o controle de armas e munições em parceria com governadores.
Na educação, o ex-prefeito promete criar o Ensino Médio do Amanhã, uma versão do programa implantado na prefeitura que ampliou a rede escolar de ensino integral.
Com PPPs, ele diz que vai tirar do papel investimentos em infraestrutura, citanto o VLT e o Porto Maravilha.
Na área de transportes, promete concessão das linhas intermunicipais e pretende rever a minuta do pré-edital de concessão que o estado já apresentou. A ideia é que essa concessão use uma fórmula na qual o estado pague o menor valor em subsídios e seja possível ampliar o tempo do bilhete único.
Sobre transparência, tem proposta em comum com Witzel: implantar testes de integridade para servidores, em que agentes disfarçados simularão oferta de propina.
Fonte: Extra