Saúde na Praça apresenta terapias alternativas para prevenção ao suicídio

A valorização da vida e a prevenção do suicídio foram abordados durante a primeira edição do “Saúde na Praça”, realizado neste domingo (30) na praça do Flamboyant. A atividade fez parte da programação pelo Setembro Amarelo, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde.

No evento foram apresentadas terapias alternativas que podem contribuir no tratamento dos fatores que podem acarretar no suicídio, como a depressão. O público pôde conhecer técnicas de Yoga, Reiki e Barra de Access. Tais terapias são aprovadas pelo Ministério de Saúde, através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que visa a prevenção, a promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde.

Segundo a psicóloga Luciane Mina, o objetivo do evento foi abordar formas de prevenção ao suicídio aliando a medicina tradicional às terapias alternativas. “Além do remédio, do tratamento medicamentoso receitado pelo médico, existem outras técnicas como a Yoga, o Reiki e a Barra de Access que ajudam a melhorar a estima das pessoas e, desta forma, contribuem para mudar o pensamento e ação”, disse.

De acordo com a diretora de Atenção Básica, Fernanda Sales, de janeiro a junho de 2018 foram registrados 12 óbitos por suicídio em Campos e o assunto deve ter tratado como questão de saúde pública. “Esse assunto demanda atenção de toda sociedade. Esse número é considerável e temos que estar em alerta para isso. Muitas vezes apenas escutar as pessoas já é de grande importância na prevenção do suicídio”, explicou.

Além das terapias alternativas, o evento contou com uma roda de conversa com diversos profissionais. A médica Elizabeth Araújo adotou a terapia alternativa em seu dia a dia. “A medicina tradicional é importante, mas existe também as terapias alternativas que vão além da doença física, que pode ser tratada com medicamentos. A gente está caminhando para a medicina do futuro e essas terapias devem ser utilizadas”, comentou.