Após fim da temporada, Goytacaz se planeja e espera por clássico

A temporada de 2018 do Goytacaz não foi tão memorável quanto à do ano passado, mas o clube pôde tirar algumas lições. Mantido na Série A do Carioca, embora ainda na fase da Seletiva, a equipe não foi longe na Copa Rio, na qual parou nas oitavas de final. Ainda assim, o clima de expectativa para a próxima temporada já é grande e o clube projeta um bom trabalho para a Seletiva. A maior ansiedade – ninguém nega – é a confirmação do reencontro com o Americano, eterno rival, que já garantiu sua subida para a primeira divisão do ano que vem.

Será a primeira vez em 26 anos que Goyta e Cano irão fazer o grande clássico de Campos pela primeira divisão, embora válido por uma fase que não é a principal. Se as provocações de parte a parte dominaram o noticiário no passado, atualmente o clima é de mais serenidade. Flávio Trivella, gestor de futebol do Goytacaz, reconheceu que a subida do Alvinegro é boa para o futebol campista, embora não negue que quer viver a emoção do encontro com o adversário.

– Estamos muito felizes com a subida do Americano porque é garantia de mais um grande jogo aqui e talvez mais um na segunda fase, é a possibilidade de ter mais um grande clássico aqui. O Carlos Abreu (presidente), o Josué Teixeira (técnico), alguns jogadores são meus amigos e fico feliz pelo esporte campista. Agora, entrou lá, é o “pega para capar”, não tem jeito. Mas é uma disputa sadia, o torcedor tem que entender isso também. Um precisa do outro e seria muito triste para o Goytacaz se não existisse o Americano e vice-versa – afirmou, à Rádio Campos Difusora.

Trivella foge das provocações e acredita que o sucesso do Americano seja importante para valorizar o clássico confirmado para a Seletiva. A questão é quando o jogo acontecerá: se na segunda ou quarta rodada da fase preliminar. Se o Americano for campeão, o duelo acontecerá depois, na penúltima jornada antes do fim da etapa. Caso dê America na decisão do próximo sábado (29), o Alvinegro fica com o vice e enfrenta o Goytacaz ainda nos últimos dias de 2018. O certo é que o clássico tem mando alvianil e deve acontecer no Aryzão, algo também valorizado por Trivella:

– Os clubes devem ser respeitar como instituições. Brincadeira é super válida e tem que ser levado assim. Há momentos de explosão, a gente sabe, mas nós vivemos do futebol e a rivalidade tem que ser sadia e gostosa. Será mais um Goyta-Cano em que vou participar, um clássico que deverá ter quase 10 mil pessoas, se assim permitir o GEPE. E isso é bom para todo mundo. Para mim, é o clássico mais importante de todos porque é o que eu me envolvo. Se tivesse um estádio de 30 mil pessoas aqui em Campos, lotaria.

A ansiedade já pode até tomar conta, mas o clube vem pensando em 2019 há várias semanas. Segundo o FutRio.net apurou, o técnico Athirson já está acertado com o clube, embora a diretoria não confirme nada até o momento. O Goyta também manterá Paulo Henrique, mas como supervisor de futebol. Outras novidades deverão ser anunciadas no fim da próxima semana.

– A gente combinou, em respeito ao Márcio Rocha (diretor de futebol), que volta da Europa no dia 2, por aguardar em anunciar oficialmente todas as novidades e medidas. Uma coisa eu prometo: a gente vai vir forte. Estou ansioso para os jogos contra o Americano, America, Resende, Nova Iguaçu, Macaé… Vamos com tudo para passar por essa Seletiva e colocar o Goytacaz finalmente jogando contra os grandes e brigar lá em cima na tabela, isso eu prometo à torcida. Estamos vindo com um trabalho diferente e a diretoria está bastante empolgada – concluiu Trivella. As informações são de FutRio.