Mães, pais e responsáveis já começaram a receber os informativos das escolas particulares com alertas sobre os reajustes que serão adotados nas mensalidades do ano que vem. Em geral, os índices utilizados são de 5% a 10% nas instituições do Rio e Região Metropolitana. Os índices são estão acima da inflação prevista para 2018, de 4,09%.
— A inflação escolar nos últimos anos sobe praticamente o dobro da variação de preços média. Em um momento de desemprego e de falta de capacidade de pagamento, o setor não vai conseguir aplicar o reajuste que gostaria, mesmo sofrendo com o aumento de gastos com energia elétrica, por exemplo. O ensino privado é caro e, em geral, o número de inscritos tende em diminuir, o que impede alguns reajustes de preços — disse o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz.
Presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira, explica que a entidade não controla os preços no segmento, mas que a tendência é que as instituições não adotem reajustes muito expressivos:
— Com essa crise, os aumentos devem ser pontuais. Cada escola tem sua política de negociação e nem sempre oferecer descontos é possível. As pessoas não percebem, mas as empresas sofrem com a perda de receita e aumento de energia elétrica, gás e outras despesas.
O educador financeiro Rogério Braga recomenda que os responsáveis procurem outras escolas, que respeitem o mesmo grau de qualidade de ensino e de proximidade, para verificarem os preços praticados. Isso pode ser usado para uma possível mudança de colégio ou para negociar com a instituição atual.
— Caso não haja negociação e a família optar pela permanência dos filhos na escola, é hora de reajustar o orçamento doméstico. É preciso olhar as contas, os gastos e ver o que pode ser reduzido para equilibrar esse aumento — afirma Braga.
Veja as dicas para economizar
Na ponta do lápis
Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, uma dica valiosa é reunir a família para diagnosticar as finanças, colocar tudo na ponta do lápis e, se preciso, cortar gastos.
Outros gastos
Valores além da matrícula e da mensalidade devem ser considerados, como uniforme, lanches, eventuais passeios e transporte.
Facilidades
Procure a escola para conversar: veja a possibilidade de parcelar a matrícula e peça desconto caso consiga adiantar alguns pagamentos. Assim, a escola terá um sinal de segurança de que os valores serão pagos ao longo do ano.
Fonte: Extra