‘Não vou colocar a recuperação fiscal em risco’, diz Pezão sobre privatização da Cedae

O governador Luiz Fernando Pezão garantiu, nesta quinta-feira, que não vai colocar o Plano de Recuperação Fiscal em risco sancionando a emenda aprovada pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa (Alerj), na última terça, que proíbe a privatização da Cedae. Pezão reafirmou que vai vetar o projeto e que poderá buscar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o veto seja derrubado pelos parlamentares.

— Vou vetar imediatamente, assim que chegar até mim, vou vetar. E torcer para (os deputados) não derrubarem o veto. Mas caso derrubem, busco o STF. Eu não vendi a Cedae. A questão é que 50% das ações foram dadas como uma garantia desse empréstimo, que foi importantíssimo. Estamos com salários em dia, com as contas em dia, enquanto outros estados agora estão passando por uma crise imensa.

Sobre o que vai acontecer em 2019, quando outro candidato vai assumir o governo, Pezão afirmou que, caso o sucessor desista da privatização, o “problema é dele”:

— Eu não vou colocar a recuperação fiscal em risco faltando três meses para eu sair. Se o meu sucessor quiser fazer isso, acabar com o plano de recuperação, o problema é dele. Eu não vou fazer isso. Foi a saída que eu encontrei para melhorar as contas.

A venda da estatal dava lastro à operação que permitiu o aporte de recursos necessários para manter os pagamentos dos servidores em dia e o início da renegociação das dívidas do Rio. Segundo o Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal, a privatização da Cedae “foi um dos compromissos assumidos pelo Estado”, uma vez que a venda de estatais dos setores financeiro, de energia e de saneamento é um dos pré-requisitos para alcançar o socorro do governo federal.

Pezão destacou, durante entrega de habitações populares no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul, que, pela primeira vez desde o início do plano, há um ano, o governo estadual conseguiu “estar dentro do limite da lei de recuperação fiscal” no que diz respeito ao comprometimento da folha em relação à receita.

— Nós conseguimos alcançar, com a folha de agosto, 57% de comprometimento da folha em relação à receita. Fechamos esses números ontem (quarta-feira) à noite. Foi a primeira vez que isso aconteceu, desde o início do plano. Esse número era de 72%. Se dermos continuidade, outros benefícios virão — assinalou Pezão.

Fonte: Extra