A defesa do ex-governador Anthony Garotinho protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (6), um habeas corpus com pedido de liminar para cancelar a prisão preventiva em Bangu. O ex-governador foi preso junto com sua mulher Rosinha Garotinho no dia 22 de novembro em uma ação da Polícia Federal que investiga crimes eleitorais.
Segundo o TSE, Garotinho recorre da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que negou pedido para anular a prisão. A mulher dele, Rosinha Garotinho, deixou a prisão na quinta-feira (30) e cumpre medida cautelar, sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.
O Ministério Público Eleitoral (MPE), acusa o ex-governador de chefiar organização criminosa de intimidação e extorsão de empresários, com o objetivo de obter recursos de empresas contratadas pela prefeitura de Campos.
A denúncia do MP foi fundamentada na delação premiada de Ricardo Saud, ex-executivo da empresa JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. Garotinho nega as acusações e sua defesa diz que não há provas das denuncias alegadas.