O promotor de justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo, Marcelo Milani, pediu nesta segunda-feira (6) o arquivamento da investigação sobre as viagens do prefeito João Doria (PSDB).
Na decisão, o promotor afirma que não há indícios de irregularidades na conduta. O Conselho superior do Ministério Público ainda deverá decidir se aceita ou não o arquivamento.
“Não existe nenhum prejuízo constatado que justifique a continuidade das investigações, posto que não existe qualquer prova de prejuízo ao erário”, diz o texto.
Em menos de um ano à frente da Prefeitura de São Paulo, Doria realizou viagens para cidades como Curitiba, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, onde ministrou palestras ou recebeu prêmios. O prefeito também realizou diversas viagens internacionais.
Em outubro, o MP pediu que o prefeito informasse o roteiro das viagens e as circunstâncias pelas quais essas viagens se deram, quem participou dessas comitivas e a forma como os custos foram pagos.
O pedido teve origem em uma representação feita pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que acusa o prefeito de usar o cargo para fazer campanha antecipada à Presidência da República.
À época, em nota, a Prefeitura disse que responderia os questionamentos do Ministério Público para comprovar a total legalidade nas ações. A gestão municipal também ressaltou que as viagens são custeadas pelo próprio prefeito