MPRJ faz operação para prender “Pezão”: mandado de prisão contra ex-presidente da Câmara de Casimiro de Abreu

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), realiza nesta quarta-feira (11/10) a operação Retorno. O objetivo é cumprir mandado de prisão preventiva contra o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos, Alessandro Macabú Araújo, conhecido como “Pezão”( de óculos na foto acima). Ele foi denunciado pelo MPRJ por obrigar cinco então funcionários de seu gabinete a repassá-lo parte do salário que recebiam pelos cargos para os quais eram nomeados pelo próprio ex-presidente da Câmara.

Além do ex-vereador, o MPRJ também denunciou o ex-chefe de gabinete da presidência da Câmara, Jairo Macabú Soares; o ex-assessor especial da presidência, Wilson da Silva Oliveira Neto; e a sogra de Jairo, Divana Saturnino da Silva, que ocupava cargo em comissão na Câmara Municipal de Casimiro de Abreu. Os quatro foram denunciados pelos crimes de concussão e peculato e associação criminosa. A operação também cumpre quatro mandados de busca e apreensão nas residências dos denunciados.

Segundo a denúncia, Jairo e Wilson eram encarregados de recolher mensalmente parte da remuneração dos funcionários e repassá-la ao ex-vereador. Divana, foi denunciada porque, segundo as investigações, não exercia de fato qualquer função na Casa. Portanto, ela recebia dos cofres públicos municipais, sem a necessária contrapartida de trabalho. De acordo com o MPRJ, ela recebia entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil por mês. Deste valor, ficava apenas com R$ 500 e repassava o restante diretamente ao ex-vereador ou a um dos outros dois denunciados.

De acordo com a denúncia, os funcionários obrigados a repassar parte de seus salários ao ex-presidente da Câmara, incluindo Divana, recebiam entre R$ 1,2 mil e R$ 5 mil mensalmente. Cada um deles, no entanto, ficava apenas com cerca de R$ 500 a R$ 700 por mês. O MPRJ também requereu o sequestro dos bens móveis e imóveis dos denunciados e o bloqueio de suas contas bancárias em valores acima de R$ 5 mil.