Servidores da área de Saúde da Prefeitura de Campos, lotados no Fundo Municipal de Saúde, entidade mantenedora dos Hospitais Geral de Guarus (HGG) e Ferreira Machado (HFM) realizaram nesta quarta-feira (19) manifestação em frente à sede do Governo(Cesec). Com cartazes e palavras de ordem, a maioria dos servidores reclama da carga horária alterada, de 12/60 para 12/36, além das condições de trabalho, suspensão da alimentação dos funcionários das duas unidades, entre outras.
Um carro de som deu suporte à manifestação. Uma comissão formada por cinco manifestantes foi recebida pelo chefe de gabinete do prefeito Rafael Diniz, Alexandre Bastos.
A técnica em radiologia, Elaine Leão(foto abaixo), disse que busca no local o diálogo prometido em campanha eleitoral. E, ainda, que gostaria que o prefeito Rafael Diniz buscasse o servidor para perto dele.
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“O descontentamento é geral. Os servidores conseguem mostrar o melhor caminho dessa economia que ele tanto busca. Se antes tinha RPA fantasma como ele dizia, hoje tem RPA em excesso dentro da unidade. Não queremos o desemprego de ninguém, mas a realidade é, se tem que ter economia, ninguém melhor do que o servidor para mostrar. Ele teve reunião somente com o sindicato, sindicato esse que a categoria vem reclamando há tempos”, afirma. -
Nota da prefeitura enviada às 18h31 –
A atual gestão municipal vem tendo que tomar medidas para reduzir o déficit que, no início do ano, era de R$ 57 milhões, por mês, em virtude da situação financeira deixada pelo governo passado. Readequações financeiras tiveram que ser feitas, como o corte de mais de 500 cargos comissionados, revisão de contratos e redução de despesas.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que pacientes e acompanhantes continuam recebendo alimentação. A Secretaria de Gestão Pública acrescenta que os servidores que ganham até R$ 3.409,37 recebem o Auxílio Alimentação da prefeitura que contribui para a alimentação do funcionalismo.
O município segue priorizando serviços emergenciais e, também, o pagamento em dia dos servidores municipais mesmo diante do fato da receita municipal estar com cerca de R$ 1,4 bilhão a menos em relação ao ano passado. O governo vem mantendo diálogo com representantes de sindicatos da categoria (Siprosep) e se mantém aberto ao diálogo com os funcionários na busca do melhores caminhos para realização dos trabalhos.