A superintendência de Agricultura e Pecuária está orientando quem fabrica produtos de origem animal e ainda não está legalizado, a providenciar a certificação junto às autoridades sanitárias, para continuar exercendo suas atividades. Nesta terça-feira (4), o superintendente Nildo Cardoso e o médico veterinário da superintendência, Gedison Cesati Canal, visitaram um frigorífico que funciona há dez anos e encontra-se em fase final de regularização, no bairro Vila dos Pescadores, em Farol de São Thomé.
— Nossa intenção é ajudar a todos para que trabalhem dentro da Lei, evitando enfrentar problemas com a fiscalização sanitária, o que é ruim tanto para a empresa autuada, quanto o município. De nossa parte, gostaríamos que as autoridades, quando visitassem essas empresas, encontrassem bem à vista o certificado garantindo a sua legalidade — afirmou Nildo Cardoso.
Em Farol, somente na área de pescados, são mais de 20 estabelecimentos de diferentes portes processando pescados, todos já devidamente orientados a buscar a certificação.
— Este frigorífico que estamos visitando está fazendo a coisa certa. Após providenciar todas as modificações no prédio de 500m², incluindo as estruturas para coleta e armazenamento de resíduos líquidos e sólidos, ele está prestes a conseguir a sua certificação municipal para atuar tranquilamente, dentro da lei — explicou Gedison Cesati.
O proprietário da empresa, Tacio Rodrigues Grativol, que há 10 anos trabalha apenas com o processamento do camarão, pensa em aproveitar a legalização para em pouco tempo explorar também a filetagem de peixes. “Agora que estou para receber o registro do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), com o selo e rotulagem, espero trabalhar mais tranquilo”, afirmou Tacio, que na alta temporada emprega seis pessoas fixas, mais 20 marisqueiras, no processamento médio de 1,5 tonelada de camarão por dia.
A esperança é que os demais estabelecimentos do setor em Farol sigam o exemplo de Tacio. “Essa é uma decisão que depende deles. Enquanto gestores públicos, estamos à disposição para ajudar no processo de certificação”, acrescenta Cesati, lembrando que, além do frigorífico de Tacio, duas outras empresas encontram-se em processo final para receber o selo do SIM: uma de laticínios, também na Baixada Campista, e outra de embutidos, na localidade de Venda Nova.