Greve da Polícia Civil faz registros de roubo caírem mais de 70% no Estado

Por 26 dias, entre janeiro e fevereiro de 2017, o Rio teve indicadores criminais europeus. Mas apenas no papel. Um levantamento revela que a greve da Polícia Civil derrubou a incidência de crimes registrados no estado. Comparado-se com o mesmo período do ano passado, os registros de roubo a pedestre caíram 78%; os de roubo de celular, 73%. Segundo especialistas, o rombo nos números provoca um dano irreparável na análise da violência no estado.

Nas delegacias que aderiram à greve, um aviso deixa claro: só são registrados casos de homicídios, sequestros, estupros e roubos de carros. Do início da paralisação, em 17 de janeiro, até o último dia 12, foram registrados 1.470 roubos a pedestres em todo o estado — quantidade quase cinco vezes menor do que a registrada no mesmo período de 2016 e 2015. A média de casos por dia ao longo do período foi menor do que a média alemã de roubos. No Rio, foram registrados 56 por dia. Já na Alemanha — contabilizando os roubos em locais públicos e o índice específico para roubo de bolsas — ao longo de 2015 a média foi de 59 casos diários.

Já registros de roubos de celular diminuíram quatro vezes: de 1.218 em 2015 para apenas 325 em 2017. A queda nos registros também permanece nos roubos em ônibus e de carga.

O único indicador analisado que não apresentou uma queda brusca é o de roubo de veículos, que está sendo registrado normalmente nas delegacias: a quantidade de ocorrências, aliás, aumentou 36% em relação a 2016, de 2.354 casos para 3.208 — cerca de 123 por dia.

Fonte: Extra