25/01/2017 14h29 | Foto: Divulgação
As dificuldades encontradas para receber o defeso de água doce do governo federal fizeram com que os pescadores da Associação dos Pescadores do Parque Prazeres do Rio Paraíba do Sul (Apappriopos) tivessem que se reinventar para garantir o sustento das famílias durante a piracema (período de reprodução dos peixes em que a pesca é proibida), que acontece entre os meses de novembro e fevereiro. Sem receber o benefício, eles se reuniram para plantar. Inicialmente, plantaram milho e aipim, em uma área de, aproximadamente, sete alqueires, onde preservação ambiental e responsabilidade social vêm caminhando de mãos dadas.
Na terça-feira (24), o superintendente e o adjunto de Pesca e Aquicultura, José Roberto Pessanha, e José Armando Barreto, respectivamente, estiveram na Ilha dos Pescadores. Também foram no local o secretário de Desenvolvimento Ambiental, Leonardo Barreto, e o subsecretário da pasta, César Ronald Macabu. Recentemente, eles também receberam o superintendente de Agricultura e Pecuária, Nildo Cardoso.
— Nós vimos que tínhamos que arrumar uma atividade para sobreviver e que aqui tem terra à vontade, resolvemos plantar. Começamos plantando o milho e, antes de dois meses e meio, começamos a colher. Agora, conseguimos mais de 100 mudas frutíferas da prefeitura. Isso tudo sem derrubar nenhuma árvore porque nós queremos proteger também e doar parte da nossa produção para os colégios para os hospitais — disse o presidente de associação, Valdemir Alves, ressaltando a importância da preservação ambiental.
Através de uma parceria com a superintendência de Agricultura e Pecuária, mais de 100 mudas de espécies frutíferas foram doadas para que os pescadores pudessem aumentar a produção. “Tem pinha, graviola, ciriguela, figo, acerola, entre outros. Só de banana, já temos 250 pés”, disse Valdemir, que solicitou também máquinas para o preparo da terra.
Ao investir na Agricultura, que também é uma das aptidões dos pescadores, eles estão amparados pela legislação. “Eles estão respaldados na lei estadual 3.192/1999, que dispõe sobre os direitos dos pescadores às terras que ocupam”, informa o superintendente adjunto de Pesca e Aquicultura, José Armando Barreto.
— Já estamos trabalhando para viabilizar junto à secretaria de Patrimônio da União o termo de autorização de uso sustentável (Taus), outorgado a comunidades tradicionais, como pescadores artesanais, quilombolas, comunidades ribeirinhas, que ocupem áreas da União. Trata-se da portaria 89, de 15 de abril de 2010 — explica José Armando.
Fonte: Comunicação PMCG