Prefeito realiza vistoria no Palácio da Cultura

13/01/2017     10h59      |    Foto: Secom 
Na tarde desta quinta-feira (12), o prefeito Rafael Diniz vistoriou as condições das obras do Palácio da Cultura, um dos ícones da cultura de Campos. Ao lado da presidente da Fundação Cultura Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Cristina Lima e o vice, Vinicius Soares, Rafael encontrou inúmeros problemas e constatou o abandono do local. Dentre os problemas, o Pantheon dos Heróis Campistas está alagado, o auditório Amaro Prata Tavares destruído e o piso é inadequado no salão da Biblioteca Municipal.

— Vir ao Palácio da Cultura e vê-lo nas condições em que está é uma tristeza para todos nós. Eu, que me fiz presente aqui no meu tempo de escola, pesquisando e adquirindo conhecimento, me deparar com o auditório do jeito que está é triste demais. Digo que este é o retrato fiel do que representou a cultura nesses últimos anos da antiga gestão. Estamos auditando a obra e buscando como terminar essa reforma, embora estejamos em um momento de dificuldade financeira, já estamos buscando formas para finalizar esta obra e vamos conseguir devolver o palácio da Cultura ao povo de Campos — afirmou o prefeito Rafael Diniz.

Em obra, há quase dois anos, o prédio está sem piso na maior parte de sua estrutura, algumas vidraças foram retiradas e valas estão abertas no parte dos fundos. O piso de porcelanato que foi colocado apenas na área da Biblioteca, segundo Cristina, é inadequado para o setor. Ela explica que o ideal é um piso antirruído.

— Se alguém arrastar uma cadeira vai causar ruído e atrapalhar a atenção de outra pessoa que está fazendo uma leitura, por exemplo. O Palácio da Cultura é um ícone da cultura campista. Chegar aqui e encontrar o prédio nestas condições é uma sensação de impotência. É muita destruição. Acho que isso aqui é o retrato fiel de como a cultura foi tratada nestes últimos oito anos. Quer saber como a cultura foi tratada nestes últimos anos? Venham ao Palácio da Cultura — explica Cristina Lima, que presidiu a Fundação entre os anos de 1989 e 1996.

No auditório Amaro Prata Tavares que já foi palco de palestras de capacitação para professores, e apresentações de alunos do curso de teatro da entidade, além de festivais de rock e do Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, o teto e algumas paredes estão sem forro, a fiação está exposta, lâmpadas pelo chão, e muita poeira sobre as cadeiras.

No Pantheon, onde estão abrigados os restos mortais do “Tigre da Abolição” José do Patrocínio e sua esposa Maria Henriqueta do Patrocínio, do jornalista e abolicionista Luis Carlos de Lacerda e do ex-prefeito João Barcelos Martins, a situação também é de abandono. A área está alagada, sem piso e sem revestimento de gesso em algumas paredes. O prédio do Palácio da Cultura foi projetado pelo engenheiro Francisco Leal e inaugurado no ano de 1973. Possui uma área total de 3.650 metros quadrados.

Fonte: Secom