Diretor do FMI diz que há margem enorme para taxar ricos no Brasil

15/05/2016        11h30     |    Foto: Divulgação
naom_56812c6d33f7bEm entrevista à BBC, o diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Brasil, o economista Otaviano Canuto, afimou que há margens enormes” para reduzir a sonegação fiscal no país e ampliar os impostos sobre heranças, imóveis e a renda dos brasileiros mais ricos.

O economista disse que a política dos mais pobres cria condições para a aprovação das medidas, que reforçariam o caixa do governo.

Questionado sobre as prioridades o governo Michel Temer na economia, Canuto afirmou que o novo governo deve “lidar com a trajetória atual de endividamento e de déficits fiscais, tirando-as do curso de alta explosiva, e encaminhar uma série de reformas, como a da previdência, a desvinculação de receitas e a desindexação de alguns gastos. Isso poderia iniciar a recuperação da economia brasileira ao sensibilizar agentes econômicos a desengavetar programas de recuperação do emprego, de gastos e investimentos”.

O ex-professor da Unicamp passou quase uma década no Banco Mundial, onde exerceu os postos de vice-presidente, diretor executivo e conselheiro sobre os Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul).