16/04/2016 16h35 | Foto: Divulgação
Os 19 partidos que já se manifestaram oficialmente no plenário em relação ao impeachment, 13 declararam apoio ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. Essas bancadas reúnem 348 deputados. Em tese, têm mais do que os 342 votos exigidos para a abertura do processo contra a petista. Mas, como há dissidências e nem todos fecharam questão, o resultado ainda não está definido.
Até agora, cinco partidos se declararam contrários ao impeachment da presidente (PT, PCdoB, Psol, PR e PDT), que ocupam 135 cadeiras na Câmara. No PR, porém, há dissidentes, como Laerte Bessa (DF) e Maurício Quintella Lessa (AL), que apoiam a saída de Dilma.
Entre os que já se posicionaram, apenas o PTN, com 12 parlamentares, admitiu estar completamente dividido. Outras seis bancadas ainda vão se pronunciar em plenário: (PEN, PMB, Pros, Rede, PTdoB e PSL), que somam 18 deputados.
Desde as 10h dessa sexta-feira (15), os deputados se revezam no plenário para defender ou refutar o pedido de afastamento da presidente. Cada partido tem direito a uma hora para se manifestar.
A busca por votos é intensa. A presidente Dilma Rousseff cancelou a participação em um ato com movimentos sociais, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, para receber lideranças partidárias no Palácio da Alvorada.
O governo comemorou ontem a adesão de dois deputados dados como votos certos pelo impeachment: Clarissa Garotinho (PR-RJ), que se afastou em licença-maternidade, e Waldir Maranhão (PP-MA), primeiro-vice-presidente da Câmara, um dos principais aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Casa, que declarou voto contra a saída da presidente.
A direção do PP, no entanto, ameaça expulsar o deputado caso ele não volte atrás em sua decisão. As informações são do site Congresso em Foco.