15/03/2016 18h45 | Foto: Divulgação
A bancada governista na Câmara Municipal de Campos decidiu que os pedidos de informações ao Executivo encaminhados pelo bloco da oposição terão pronta resposta, mas através da presença de secretários no plenário do Legislativo. A sessão desta terça-feira(15) foi marcada por declarações consideradas ofensivas ao secretário Edilson Peixoto, o que levou o líder do governo, vereador Mauro Silva (PSDB), a apelar a oposição para melhorar o nível dos debates.
“Não vamos deixar de prestar informações, mas elas terão pronta resposta do secretário da referida pasta que aqui virá para oferecer todas as explicações aos vereadores, com todos os dados e números”, disse o vereador Abdu Neme (PR), na sessão desta terça-feira (15).
O líder do governo Mauro Silva (PSDB) já havia adiantado na semana passada, a estratégia da situação. “O governo nada tem a esconder, e nada mais claro e transparente do que a presença de secretários aqui no plenário”.
Na mesma sessão, a temperatura esquentou com o pedido de informações do vereador Fred Machado (SD), que requereu explicações para o atraso e lentidão das obras de escolas e creches no município. A maioria da bancada governista rejeitou o requerimento, em meio a uma série de discussões e, logo depois, foi aprovada proposta da Mesa Diretora para que as informações fossem prestadas pelos secretários diretamente no plenário.
Os secretários Edilson Peixoto (Obras e Infraestrutura), Fred Rangel (Educação) e Anthony Garotinho (Governo) serão os primeiros a comparecer ao plenário do Legislativo. Peixoto recebeu ataques do vereador José Carlos. “Ele (Edilson ) é um mentiroso, irresponsável e incompetente, que está aí para tapar buracos de todos esses governos”.
A bancada governista saiu em defesa do secretário. “O secretário Edilson merece respeito, está agora no Rio buscando recursos para o nosso município, no projeto Farol/Barra do Furado”, disse Paulo Hirano, que admitiu a necessidade da retomada do Código de Ética e Decoro Parlamentar na Câmara.
“Esse Código de Ética precisa ser votado porque não se pode admitir tamanha agressividade que saiu dos limites, com ofensas e xingamentos que comprometem a Câmara em sessões que são transmitidas pela TV Câmara, chegando à casa das pessoas que nos assistem. É preciso um basta!”.
Mauro Silva se solidarizou com Edilson e apelou aos colegas para que os debates transcorram em nível mais elevado. “Precisamos discutir no campo das idéias, não no plano pessoal. A imunidade não significa impunidade”.
Thiago Virgilio alertou que vereadores poderão partir para a luta corporal caso o Código não seja aprovado. “Se esse Código não fora aprovado para colocar freio nos ânimos, vai ter vereador saindo no tapa aqui”.
Vereadora cobra coerência

Auxiliadora Freitas alfinetou a oposição e cobrou coerência. “Há uma crise, sendo natural que o ritmo das obras fosse reduzido”, afirmou. A vereadora lembrou que há na oposição críticos do governo Rosinha Garotinho que tem historia de comprometimento com outros governos marcados pela corrupção.
“Pessoas que criticam o atual governo, mas apoiaram até o fim governos que tiveram prefeitos cassados e inelegíveis, secretários presos e gente com contas no exterior”.