20/02/2016 09h29
Suledil Bernardino_______________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
As participações especiais que os municípios e estados produtores de petróleo têm direito viraram uma tragédia para os prefeitos da nossa região. Os problemas gerados pela produção de petróleo continuam especiais para os gestores, mas as participações já não são especiais há muito tempo.
Em fevereiro de 2014, para que você que nos acompanha toda semana tenha uma ideia, Campos recebeu mais de R$ 182 milhões em participação especial. Esse valor foi repassado antes de estourar a crise do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Em fevereiro de 2016, já em decorrência da crise, Campos recebeu R$ 32 milhões. Ou seja, foram R$ 150 milhões de diferença, só considerando o repasse de fevereiro.
Se coloque no lugar da prefeita Rosinha Garotinho e veja o tamanho do problema que a administração municipal está enfrentando. Os compromissos assumidos com serviços na área de saúde, educação, transportes e obras importantes, como na área de habitação popular com o Morar Feliz, saneamento básico, construção de escolas, creches, estão deixando o município bastante vulnerável à sustentabilidade governamental.
Nenhuma empresa ou cidade que tem uma perda desse porte tem condições de sobreviver por muito tempo. A prefeita Rosinha, por sua experiência como ex-governadora, auxiliada pelo ex-governador Garotinho, tomou decisões rigorosas para enfrentar a crise que estava a caminho já no final de 2014. Os oportunistas de plantão, que querem ver o circo pegar fogo, tentaram desqualificar as decisões corajosas tomadas pela prefeita, tentando vincular isso às eleições ocorridas em 2014.
Tirado o véu da má-fé, hoje todo o brasileiro está vendo o tamanho da encrenca em que entrou a economia brasileira. Os governos que não se preparam para enfrentar a crise estão passando por maiores dificuldades, como por exemplo, o governo do estado, que enfrentou um colapso na saúde e precisou de socorro do governo federal. O funcionalismo do estado não recebeu de forma integral a segunda parcela do décimo terceiro e se encontra com os seus salários atrasados.
A presidente Dilma agora que está tomando decisões mais duras de cortes de Ministérios e de Orçamento. Se Dilma e Pezão tivessem tomados as medidas de austeridade que a prefeita Rosinha tomou ainda no final de 2014, com certeza a crise estaria bem menor. O tempo é o senhor da história. Quem usou de má-fé no início da crise para atacar o governo da prefeita Rosinha hoje está desmoralizado.