Conselho de Agricultura define localidades que receberão kits do Mais Leite

11/12/2015      às 15h50   Foto: Antônio Leudo/Sup. de Comunicação
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Autoridades da área da agricultura de Campos, dos governos do estado e federal participaram da assembleia extraordinária do Conselho Municipal de Agricultura para definir diretrizes quanto à distribuição de kits do programa Mais Leite. A assembleia foi realizada na última quarta-feira (09) e foi presidida pelo superintendente de Agricultura e Pecuária, Eduardo Crespo, que debateu o assunto com produtores rurais e com o delegado do Ministério da Agricultura, Carlos Alberto Conte; do presidente do Sindicado Rural, José do Amaral; do técnico em extensão agrícola João Rocha, da Empresa Assistência Técnica Extensão Rural Estado do RJ (Emater-RJ), além de dirigentes de outras entidades do setor rural, que integram o Conselho.

Durante a assembleia, foi criada uma comissão tripartite que vai atuar nas comunidades agrícolas para fazer o levantamento do perfil de cada propriedade bem como a capacidade dos agricultores familiares e pequenos produtores para saber da viabilidade do recebimento do kit do Programa Mais Leite, que compreende o tanque de resfriamento de leite com capacidade para dois mil litros. Dentre os critérios técnicos definidos pela Assembleia consta, por exemplo, a localização estratégica das propriedades, de forma que possam abastecer o maior número de produtores no entorno de onde serão instalados.

O secretário de Agricultura e Pecuária, Eduardo Crespo, explica que o kit Mais Leite integra o Programa Mais Leite, desenvolvido pela Superintendência de Agricultura, e compreende na instalação de um container, de um tanque resfriador de leite, e material de inseminação artificial de bovinos nas comunidades com objetivo de aumentar a produtividade e a eficiência na produção de leite do município, através da inclusão tecnológica. “Esse projeto conta com o apoio da Emenda Parlamentar do deputado federal Anthony Garotinho, que obteve sucesso na liberação de recursos no Governo Federal na ordem de R$ 580 mil, uma iniciativa muito importante porque viabiliza o programa”, destaca Eduardo Crespo.

Também foi abordada por Eduardo Crespo a implantação do Zoneamento Ecológico Econômico do estado do Rio de Janeiro (ZEE RJ), uma ação do Instituto Estatual do Ambiente (INEA). O tema provocou preocupações porque na sua essência, transforma quase que 100% do território Norte e Noroeste de produção agropecuária, em áreas ambientais, uma vez que na visão do consórcio que idealizou o projeto de zoneamento, as produções agropecuárias podem agredir os aquíferos subterrâneos que passam nas cidades do norte e noroeste, nomeado de Fraturado, Terciário Formação Barreiras, Terciário Formação Emborê e Quaternário Deltaico.

“Estou muito preocupado com a falta de representatividade das entidades na discussão desta ação do Inea que pode mudar o mapa das atividades agropecuárias na região, assim como a economia que já está abalada. Já que o Conselho de Agricultura delibera o uso dos recursos públicos, peço para que o Conselho se una ao nosso grupo para que, de forma organizada, possamos, na próxima reunião, no dia 16 de dezembro, às 14h, na Firjan, discutir outras formas de realizar o zoneamento sem que nossa região sobra tanto impacto”, alertou Eduardo Crespo.

Contudo, o superintendente ressalta a importância dos investimentos no setor leiteiro do município e acrescentou outros benefícios para fomentar o setor. “Temos ainda o projeto Vaca Móvel, que é uma parceria com o Sebrae, e que já apresenta bons resultados na primeira fase. Na segunda fase vamos implementar o programa com melhoramento genético em suas clínicas. O setor leiteiro conta ainda com investimentos através da implantação do Microcrédito Rural que já liberou mais 16 milhões para investimentos na produção agropecuária.