11/12/2015 às 17h35 Foto: Campos 24 Horas
A taxa de desemprego na América Latina terminará 2015 em 6,7%, índice maior que os 6,2% do ano passado e que chegará a 6,9% em 2016, segundo as estimativas do relatório anual Panorama Laboral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O relatório apresentado pelo diretor regional da OIT para América Latina e Caribe, José Manuel Salazar, assinalou que a taxa de desocupação aumentou pela primeira vez em 5 anos na região e que a tendência se manterá o próximo ano.
Salazar informou que os números de emprego refletem os efeitos da desaceleração da região e a perda de dinamismo do crescimento, cujos efeitos no mercado de trabalho latino-americano continuarão pelo menos durante mais um ano.
No entanto, alguns indicadores da qualidade do emprego ainda se mantêm em valores positivos, como os salários reais e a cobertura da proteção social, graças aos avanços institucionais. O estudo indicou que as economias latino-americanas e caribenhas experimentarão uma redução de 0,3% em 2015. A contração da atividade econômica se verifica, segundo o Panorama Laboral, principalmente na América do Sul, afetada pela situação de Brasil e Venezuela.
A desocupação aumentou em seis dos 17 países e o aumento total da média se explica porque um destes países é o Brasil, onde a desocupação aumentou em 1,5%, ao passar de 6,9% para 8,4% em 2015. Sobre a participação feminina no mercado de trabalho, a OIT explicou que a desocupação neste setor subiu 8,2% no terceiro trimestre do 2015, o que significa que 900 mil mulheres ficaram desempregadas.
O desemprego entre os jovens é o triplo dos adultos na região, ao subir para 15,3% no terceiro trimestre deste ano. As taxas de ocupação devem começar a se recuperar no fim do 2016 e com melhores resultados no Caribe, na América Central e no México, em comparação com o Cone Sul da região.