Em Campos, comer em restaurante ficou mais caro

1°/12/2015      –      às 15h13        –       Foto: Divulgação
por-quilotabela-restaurantesQuem almoça ou janta fora de casa já percebeu. O preço da alimentação nos restaurantes assusta a população. Nos últimos doze meses a inflação da alimentação fora de casa em Campos alcançou 14,15%, índice bem acima da inflação no período. Mesmo com alguma retração em determinados segmentos, no geral, comer fora está cada vez mais difícil, aponta a pesquisa do Procon/Campos, realizada entre nos dias 24, 25 e 26 de novembro de 2015.

De acordo com a superintendente do Procon/Campos, Rosangela Tavares, mesmo com a redução do poder de compra das famílias, comer fora continua com um custo muito alto. “Era esperada uma redução nos preços, ou, ao menos, que não se elevassem. No entanto, os fornecedores continuam com preços acima da infração. A alegação principal é o aumento nos impostos e taxas, como eletricidade, gás, combustíveis e outros gastos, mas, para não perder mercado, esse aumento poderia ter sido menor”, destaca Rosangela Tavares.

Segundo alguns fornecedores, os restaurantes tentaram evitar o repasse integral dos aumentos aos consumidores e manter a clientela cativa, com estratégias que vão de promoções e descontos até a readequação do cardápio para baixar efetivamente o valor do quilo.

Na pesquisa do Procon/Campos a comida a quilo subiu 17%, a lá carte subiu 10%, o prato feito 16,5% e a quentinha subiu 15,5%. Essa pesquisa foi realizada em 35 restaurantes, desde os mais populares aos mais sofisticados. Os fornecedores alegam que a clientela diminuiu nesse último ano, porém os custos se elevaram, por isso foi necessário o aumento. Os técnicos do Procon/Campos lembram que, somada a refeição, pode ainda vir o preço das bebidas, sobremesas, etc.

RECOMENDAÇÕES DO PROCON

– O consumidor deve ficar atento para não pagar a mais pelo que está comendo, verificando principalmente se a tara (peso) do prato está sendo descontada na balança;

– O preço do quilo deve estar colocado em local visível e de fácil entendimento;

– A balança utilizada para pesar a comida deve ser digital, para que o consumidor possa ver o quanto vai pagar;

– Verifique se o estabelecimento tem licença sanitária de funcionamento afixada em local visível, bem como o comprovante de dedetização e desratização, com data atualizada;

– Os alimentos devem ser colocados em local protegido por uma estrutura adequada;

– Os alimentos frios (saladas) devem estar em expositor refrigerado;

-Cada alimento deve ter um pegador individual (não pode ser de madeira);

– Os talheres devem estar acondicionados em plásticos com os cabos voltados para a abertura;

-Exija sempre a nota ou cupom fiscal.

Cuidados ao se alimentar em restaurantes e lanchonetes Algumas normas de higiene são obrigatórias. Os funcionários que manipulam comida, por exemplo, devem ter os cabelos presos, as unhas limpas e cortadas e as mãos sem nenhuma lesão. Se o consumidor perceber que essas normas estão sendo descumpridas, o recomendável é ir a outro estabelecimento.

O funcionário que manipula dinheiro não pode manipular também os alimentos. As atividades são incompatíveis.

Os restaurantes que servem comida a quilo, por sua vez, devem ter os alimentos protegidos, para que insetos não os contaminem e não caiam fios de cabelo sobre a comida, e deve haver um instrumento para manusear cada tipo de comida.

Nas lanchonetes, tudo o que é servido deve ser mantido em temperatura adequada, de preferência em estufas ou geladeiras. Lanches como hambúrgueres devem ser consumidos tão logo sejam preparados. Somente sanduíches frios podem ficar armazenados prontos, desde que em geladeira apropriada.