26/11/2015 – às 15h15 – Foto: Sup. de Comunicação
Com o objetivo de eliminar as ligações clandestinas e irregulares de esgoto e galerias pluviais, a Prefeitura de Campos, com a concessionária de água e esgoto e Instituto Estadual do Ambiente (Inea), iniciaram nesta quinta-feira (26) mais uma etapa da Operação Esgoto Zero no Canal Campos-Macaé. Hoje, dois técnicos especializados em trabalhos em espaço confinados entraram no canal, pela Rua Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa), próximo ao Mercado Municipal, e posicionaram o robô em ponto estratégico para iniciar novas inspeções.
Segundo o gerente operacional da RM Saneamento, João Leoni, na quarta-feira (25), o robô realizou filmagens e fotografias no canal, no trecho entre o Parque Alberto Sampaio e Rio Paraíba do Sul, onde foram detectadas seis saídas de águas pluviais. A Concessionária de água/esgoto esclareceu que não sabe informar se estas saídas são de esgoto, mas que será feita uma análise da água coletada para verificar quantidade de bactérias. Na primeira fase, a operação eliminou 10 ligações clandestinas ou irregulares nas áreas da Pelinca e Parque Tamandaré.
O secretário de Desenvolvimento Ambiental, Jorge Rangel, esclareceu que esta operação vai ao encontro das obras de recuperação da Beira Valão. “Agora, a concessionária está entrando em uma etapa fundamental, que é a de despoluição do Campos-Macaé, um canal histórico. Com isso, também, a população e o Meio Ambiente agradecem. A prefeitura realizou um trabalho de revitalização no entorno do canal, como implantação de ciclovias, construção de calçadas com acessibilidade, de vagas para estacionamentos, paisagismo, além de ruas pavimentadas e sistema de iluminação especial”, pontuou.
O superintendente regional do Inea, Fernando Guida, disse que este é um momento histórico no município, quando há um engajamento do público e privado corrigindo problemas e transformando o canal em um ponto turístico. O superintendente da concessionária, engenheiro Juscélio Azevedo, explica que não há nenhuma razão para a existência de ligações clandestinas de esgoto em galerias pluviais, já que 80% de toda a cidade têm redes coletoras e os efluentes 100% tratados em seis estações (ETEs) que estão em funcionamento.