Crise econômica brasileira afeta empresas em Campos

 24/10/2015   às 12h30
Suledil Bernardino capaSuledil Bernardino_______________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria

As últimas notícias publicadas na imprensa nacional revelam o triste quadro econômico que atinge o país e o nosso município.  Empresas instaladas em Campos, na última década, já estão fechando as suas portas e, como exemplo, podemos citar a Schulz, empresa multinacional que sofre as consequências do mercado offshore, ligado ao setor do petróleo.

A indústria sucroalcooleira Canabrava, também, paralisou as suas atividades e, ainda, não sabemos se há perspectiva de manter a usina em atividade para o próximo ano.

A rede varejista de eletrodomésticos Ponto Frio fechou uma das maiores lojas do grupo, em Campos, que funcionava no Shopping da Avenida 28 de Março. Há pouco mais de um ano, quando a prefeita Rosinha Garotinho, reuniu a sociedade civil, através do Comudes, e comunicou que estava a caminho uma grave crise econômica, políticos despreparados e oportunistas de plantão, tentaram atribuir a decisão da prefeita de rever o orçamento de 2015, que já estava na Câmara, era uma atitude leviana, tentando vincular a crise a ser instalaa às eleições do então candidato ao governo do estado, o ex-deputado Anthony Garotinho. O tempo vem mostrando o discurso vazio e incoerente da chamada oposição do passado em nossa cidade.

Crise se vence trabalhando. O governo municipal vem buscando alternativas para a brutal perda de receitas previstas para este ano, que poderão chegar à casa de R$ 1 bilhão, através do Fundo de Compensação dos Royalties, aprovado pelo Senado Federal, e pela Câmara Municipal, autorizando a prefeitura a fazer cessão de créditos dos royalties do petróleo, comprometendo apenas 10%, ao ano das receitas futuras.

A cidade espera com ansiedade a concretização desta medida como forma de atenuar a crise no setor público e privado em nossa cidade.

Esta semana, o Coppom manteve a taxa Selic em 12.25%, ou seja, o arrocho vai continuar e a crise também. Do ponto de vista municipal, temos uma luz no fim do túnel, mas no plano nacional, não conseguimos enxergas nem a luz, nem o fim do túnel.