Como defender seu dinheiro com a CPMF

20/09/2015     –    às 15h50      –       Foto: Divulgação
aposentadoriaA volta da CPMF promete ajudar o governo a ajustar as contas públicas. O imposto tem alto poder de arrecadação, já que incide sobre praticamente todas as movimentações financeiras, que em 2014 somaram 47 bilhões de operações, impulsionadas pelo aumento da população bancarizada do país, hoje de 91,2 milhões de clientes.

Mas a CPMF, mesmo taxada alíquota reduzida, é rejeitado pela população, que tende a não aceitar nenhum imposto. principalmente pela sua incidência em cascata. A principal recomendação é reduzir as movimentações bancárias.

“Na saída de dinheiro da conta o tributo já é cobrado”, afirma a educadora financeira e professora dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Myrian Lund. “É difícil fugir da cobrança, pois a maioria dos salários é depositada em conta-corrente”, acrescentou o professor da Estácio João Abrantes Cruz.

“Vai prejudicar bastante o mercado onde atuo. Acredito que essa medida não vai passar”Newton, empresário
Vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Oliveira diz que há poucas possibilidades de fugir da CPMF. A saída é priorizar o uso do dinheiro e reduzir o uso de cartões, diz ele. Quem recebe o salário na conta não têm como fugir de ser taxado.

“Se a pessoa recebe em dinheiro e pretende pagar contas logo, deve guardar e não depositar de novo na conta, para não ser novamente taxado”, ensina Oliveira.

Segundo Oliveira, o consumidor é bitributado com a CPMF, pois na cadeia produtiva de uma empresa, em cada fase é embutido o imposto e todo esse valor será cobrado no produto final.

Já o educador financeiro Reinaldo Domingues recomenda que as pessoas façam pagamentos em dinheiro e à vista. “Com o dinheiro, além de não se taxado, ainda terá desconto”, conta.